MP abre inquérito a morte de bebé vacinado

O Ministério Publico abriu inquérito ao caso da morte do bebé de seis meses, numa creche em Camarate (Loures), a quem terão sido administradas as vacinas Prevenar 13 e Rota Teq, suspensas pelo Infarmed por suspeita de reação adversa grave.

O inquérito foi aberto junto do Tribunal de Loures.

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) decidiu suspender, por precaução, um lote da solução oral Rota Teq, contra o rotavírus, uma das principais causas de gastroenterite nas crianças, e de um outro lote da vacina Prevenar13, contra infeções graves causadas por Streptococcus pneumoniae, incluindo a meningite.

"Atendendo a que estes medicamentos são dispensados em farmácias e administrados por profissionais de saúde, as entidades que possuam estes lotes de medicamentos não os devem dispensar ou administrar, até que seja concluída a avaliação resultante da presente situação", refere a nota do Infarmed emitida na semana passada.

A Pfizer, que comercializa as vacinas Prevenar, já garantiu não existir, para já, uma relação direta entre o produto e a morte deste bebé.

Cerca de 2,8 milhões de vacinas Prevenar foram administradas em Portugal a 780 mil crianças.

Num esclarecimento solicitado pela Agência Lusa, a Pfizer assegurou que "revê e monitoriza minuciosa e constantemente todos os seus medicamentos e vacinas preconizando a segurança enquanto prioridade máxima".

"Estamos neste momento a avaliar esta situação em colaboração com as autoridades competentes", adianta o esclarecimento de um dos maiores laboratórios do mundo.

A Direção Geral de Saúde não tem ainda qualquer resultado dos exames técnicos e periciais pedidos no âmbito deste caso ou previsão de quando eles possam estar concluídos.

Por seu lado, o Instituto Nacional de Medicina Legal, que realizou na delegação de Lisboa a autópsia da criança, disse à Lusa que os resultados só serão conhecidos dentro de semanas.

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