Movimento de Utentes solidário com trabalhadores

A greve de 24 horas que começa hoje, quinta-feira, é contra despedimentos e redução dos salários dos trabalhadores dos transportes públicos

Carlos Braga, presidente do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), está solidário com a luta dos trabalhadores dos transportes públicos, que fazem greve na quinta-feira, considerando que "têm mais do que razões para manifestarem o seu desagrado".

"Estamos solidários. É uma razão que assiste aos trabalhadores porque estão em causa postos de trabalho", disse Carlos Braga.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente do MUSP lembrou que "só na Carris estão previstos 300 despedimentos, fora os outros".

Carlos Braga compreende também que "haja alguma indignação por parte dos utentes porque são afetados pela greve".

Contudo, defendeu que os trabalhadores "não são os culpados" pela paralisação dos transportes públicos porque foram "empurrados para a greve".

Lembrando que também os utentes realizaram ações de luta "contra os aumentos e a reestruturação que o Governo pretende impor" nos transportes, Carlos Braga concluiu que "quer uns, quer outros têm mais do que razões para manifestarem o seu desagrado".

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, da Carris, da Refer, da CP, da CP Carga e da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) realizam quinta-feira uma greve de 24 horas.

Já os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa, empresas que asseguram a travessia do rio Tejo, em Lisboa, vão participar no "dia de luta" com uma greve de três horas por turno.

Os sindicatos contestam o conjunto de medidas anunciadas pelo Governo para o setor dos transportes, que afirmam que vai "agravar os custos para os utentes e reduzir os salários dos trabalhadores".

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