Motorista acusado por homicídio negligente

Um dos autocarros com adeptos do Légia de Varsóvia, integrado numa coluna, com escolta da PSP, abalroou um carro e matou o seu condutor. A ACA-M que ver também o comandante da polícia em julgamento.

O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) acusou, pelo crime de homicídio por negligência, o motorista do autocarro com adeptos do Légia de Varsóvia, que abalroou, na avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, um veículo ligeiro, provocando a morte do condutor.

Ilibada ficou a PSP, entidade responsável pela segurança da coluna dos quatro autocarros, que a Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), queria também ver julgada.

No entanto, fonte da ACA-M disse ao DN que "foi pedida a instrução do processo" visando a "aprofundar os factos que podem sustentar a acusação do comandante da PSP que dirigiu essa operação", no caso, o atual número dois do Comando Metropolitano de Lisboa. O acidente, em Fevereiro de 2012, ocorreu quando o autocarro, que se tinha atrasado um pouco em relação aos outros três, tentou recuperar a distância, passando um semáforo vermelho do cruzamento da Fontes Pereira de Melo com a rua Tomás Ribeiro, de onde vinha Gustavo Macedo, que atravessou com sinal verde.

A ACA-M quer ver de novo investigada especialmente uma ordem, que de acordo com o despacho do DIAP, foi confirmada no inquérito por dois dos quatro motoristas. Segundo essa ordem, alegadamente da PSP, "os veículos que constituíam a 'coluna' deviam seguir sempre a marcha, independentemente de os sinais de trânsito, semáforos, estarem ou não a emitir a luz vermelha, atentos os seus sentidos se marcha, desrespeitando a regra de trânsito". Para o procurador que dirigiu o inquérito, Guilherme Monteiro, a ter acontecido, tal facto "poderia acarretar responsabilidade criminal, por omissão, para quem dera tal ordem". Porém, conclui o magistrado, "das diligências realizadas, para além de dois dos quatro condutores dos veículos pesados de passageiros, mais ninguém referiu que a ordem foi transmitida. Nove das 12 testemunhas ouvidas pelo DIAP são elementos da PSP.

A coluna dos quatro autocarros transportavam os adeptos da equipa polaca, depois de um jogo com o Sporting, no estádio de Alvalade. O jogo foi considerado de alto risco e para evitar confrontos entre claques a PSP organizou um dispositivo de segurança que encaminhou os adeptos do Légia para o Rossio. Nesse local foram colocados nos quatro autocarro que, com escolta policial, os levaram ao aeroporto da Portela.

O DN tentou contactar o oficial da PSP em causa, mas não foi possível.

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