Ministro promete legislação até junho para fixar médicos no interior

Governo está a preparar incentivos para que os jovens médicos, no início da carreira, possam ir para Interior

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, defendeu este sábado a necessidade de incentivar os médicos a trabalhar no interior, prevendo que o Governo terá legislação com esse objetivo concluída até junho.

"Estamos a preparar legislação que visa dar um impulso maior" à fixação destes profissionais de saúde em concelhos do interior de Portugal, declarou Adalberto Campos Fernandes, questionado pela agência Lusa na Pampilhosa da Serra.

O ministro da Saúde falava aos jornalistas, no final da cerimónia de inauguração do novo Centro de Saúde desta vila do distrito de Coimbra, um equipamento a funcionar desde abril e que custou cerca de um milhão de euros, concebido para prestar cuidados de saúde a quase 4.000 utentes.

Realçando que "é sobretudo na profissão médica que as dificuldades se põem mais", disse que o Ministério da Saúde está "neste momento a preparar instrumentos legislativos" destinados a "criar condições para que os jovens médicos", no início da carreira, possam fixar-se nos chamados territórios de baixa demográfica.

"Nós contamos, até ao fim do primeiro semestre, ter esse procedimento legislativo levantado", o qual abrangerá também "médicos mais velhos, que estejam em atividade", e que "em regime de mobilidade parcial ou temporária possam durante algum tempo" desenvolver a sua atividade no interior.

O problema, segundo o ministro da Saúde, "não é apenas muitas vezes uma questão de natureza remuneratória, que também conta", mas antes um problema relacionado com "apoios de condição local, aos filhos e à família".

"No interior, há boas condições de vida e trabalho, há também condições para que os médicos possam considerar essa realidade", sublinhou Adalberto Campos Fernandes.

Financiada em 85% por fundos europeus, através do programa Mais Centro, a construção do Centro de Saúde foi da responsabilidade da Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra, presidida pelo social-democrata José Brito, que disponibilizou o terreno na urbanização da Quinta de São Martinho, junto à Escola Secundária, e assumiu os restantes 15% dos encargos com as obras.

O montante de um milhão de euros investido abrange a empreitada de construção e a aquisição dos novos equipamentos.

No âmbito de um protocolo celebrado com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, este organismo do Estado presidido pelo médico José Tereso pagou 15% das despesas com equipamento, tendo cabido 85% ao Mais Centro.

O Centro de Saúde da Pampilhosa da Serra, que pertence ao Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte, tem 3.758 utentes, quatro médicos, cinco enfermeiros e sete assistentes técnicos.

A unidade integra as extensões de Dornelas do Zêzere e Unhais-o-Velho.

Os trabalhos de construção do edifício arrancaram em agosto de 2014 e terminaram em dezembro de 2015.

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