Ministro garante que há mais escolas para fechar

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, afirmou, na quinta-feira a noite, que há mais escolas para fechar, durante uma entrevista à RTP, a propósito da abertura do ano escolar.

Crato considerou o fecho de escolas uma "coisa importante", anunciada "há muito" e justificada "por razões pedagógicas e racionalidade económica".

Questionado sobre as prioridades na redução da despesa, respondeu que cortaria "em todo o lado, mas não no essencial", especificando: "Não podemos continuar com este ritmo de investimento da Parque Escolar".

A este propósito, esclareceu que os mencionados mil milhões de euros de endividamento da empresa respeitam a um empréstimo do Banco Europeu de Investimento e a dinheiros públicos nacionais e comunitários.

Crato lembrou que estão em curso auditorias para apurar se as prioridades e gestão de fundos foram as melhores, interrogando: "O que é prioritário? Não faz sentido que uma escola esteja excelente e ao lado esteja outra degradada".

Outro 'dossier' em avaliação é o das 'Novas Oportunidades', com o ministro a dizer que "há coisas boas e más", especificando que "foi-se longe de mais. Começou-se a oferecer diplomas".

Interrogado sobre se o programa iria acabar, respondeu: "Estamos a avaliar".

Sobre o 'cheque-ensino', admitiu ser "uma hipótese", mas relativizou: "As experiências internacionais ainda são poucas".

Na avaliação dos alunos, o ministro disse que os exames que existem "deixam muito a desejar, tal como os currículos, os manuais escolares", problemas que não se reduzem ao Português ou à Matemática, mas também, exemplificou, na História, na Geografia ou no Ensino Artístico.

Nuno Crato falou ainda dos 'rankings' - "a divulgação dos resultados permitiu dar aos país a informação sobre o que as escolas estão a fazer" - e dos pagamentos em atraso a autarquias, respondendo que "nós - Governo, professores, país, autarcas - vamos resolver tudo".

Adiantou ainda que vai ter uma reunião esta semana com a Associação Nacional de Municípios por causa dos transportes escolares.

Sobre a avaliação dos professores, considerou-a um "problema ultrapassado", até por que "os professores estavam cansados e fartos de uma guerra que não fazia sentido".

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