Ministro diz que novas políticas de recrutamento militar vão assentar em "dados concretos"

Parlamento discute desafios e dificuldades de atrair os jovens para as Forças Armadas, comum a outros países aliados e onde se debate a adoção de novos modelos de serviço militar.

A adoção de novas políticas para atrair os jovens às Forças Armadas e conseguir mantê-los nas fileiras vai passar por "medidas concretas" e não basear-se em "meras impressões ou convicções", disse esta quarta-feira o ministro da Defesa.

Azeredo Lopes intervinha na abertura da conferência "Recrutamento militar: dificuldades e desafios", organizada em Lisboa pela Comissão parlamentar de Defesa numa altura em que as Forças Armadas têm menos cerca de 3000 a 5000 militares face aos limites aprovados de 30 mil a 32 mil efetivos.

Os estudos em curso no Ministrio da Defesa, sobre "a perceção dos jovens relativamente às Forças Armadas e dos militares relativamente à própria profissão", vão permitir um "auto-questionamento" cujos resultados irão "revelar-se determinantes na conceção e aplicação de medidas concretas, baseadas nos dados concretos cientificamente apurados, e não em meras impressões ou convicções".

Em pano de fundo está o apelo de alguns para a reintrodução do Serviço Militar Obrigatório (SMO), aprovada em países como a Suécia mas sem a natureza universal do modelo vigente até há poucos anos.

O desfasamento entre as expetativas dos jovens sobre as Forças Armadas e a realidade que encontram quando estão nas fileiras é uma das grandes dificuldades a que urge dar resposta, observou o ministro da Defesa.

A quebra demográfica e o envelhecimento da população, assinalou Azeredo Lopes, são ainda "problemas que apresentam variações interessantes" entre o continente e as regiões autónomas, o litoral e o interior, cuja análise cuidada permitirá "pensar medidas mais eficazes" e especificamente dirigidas a esses diferentes universos de jovens.

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