Ministro assume "divergência profunda" com os taxistas

João Matos Fernandes explicou que diferendo tem a ver com o número de viaturas nas ruas

O ministro do Ambiente considerou hoje, após encontro com os representantes dos taxistas, que a reunião foi "muito produtiva", mas assumiu a existência de "uma divergência que é profunda". João Matos Fernandes explicou que essa questão está relacionada com o número de viaturas nas ruas, nomeadamente "a vontade dos taxistas de criar um contingente para uma atividade que não pode ser contingentada".

Salientando que "nada nos move contra a atividade do táxi", o governante referiu que apresentou uma proposta relacionada com as regras para descaraterizar as viaturas. A proposta visa que, no caso de os taxistas quererem a descaracterização, o prazo de 60 dias para a perda da licença seja alargado até "um ou dois anos". "Foi bem recebida", disse Matos Fernandes, lamentando que os representantes dos taxistas não tenham ultrapassado a questão da contingentação.

Para o ministro do Ambiente, "esta reunião foi uma de entre muitas que tivemos", "uma boa reunião de trabalho se não existisse o protesto".

Matos Fernandes garantiu que continuaria aberto ao diálogo e defendeu que, "sendo legítimo, este protesto é injusto". O ministro realçou ainda que o protesto não deveria continuar para além daquilo que foi previamente comunicado às autoridades. Poucos minutos depois, à chegada à Rotunda do Relógio, os taxistas anunciaram que não iriam desbloquear a zona.

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