Ministra da Saúde diz que programa do PSD coloca em "risco" SNS

A ministra da Saúde, Ana Jorge, considerou hoje que o programa de governo do PSD para aquela área coloca em "risco" o Serviço Nacional de Saúde (SNS), principalmente na área dos cuidados de saúde primários.

"Eu temo que muitas daquelas medidas possam de facto pôr em risco a saúde para todos os portugueses e no fundo colocar em risco o Serviço Nacional de Saúde nalgumas daquelas medidas, nomeadamente nos cuidados de saúde primários", disse.

Ana Jorge considerou, no entanto, que o futuro dos cuidados de saúde primários em Portugal não está em causa, mas sim toda organização desse sector.

"Não estão em causa, estão aquilo que é a nossa organização em cuidados de saúde primários que nós temos vindo a defender e a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou uma boa organização", declarou.

A ministra da Saúde falava aos jornalistas em Castelo de Vide (Portalegre), à margem da apresentação do Relatório Mundial de Saúde - 2010, editado em português pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Para Ana Jorge, o programa de governo do PSD para a área da Saúde possui propostas "bastante diversas" em relação às medidas defendidas pelo governo do PS, principalmente na área dos cuidados de saúde primários.

"A forma como está previsto aquilo que é apontado pelo PSD pode pôr em risco a própria existência e a sua própria organização de um serviço público", adiantou.

De acordo com Ana Jorge, ao introduzir nesta altura um mecanismo "muito diferenciador" daquilo que está a ser praticado actualmente "pode pôr em risco" os cuidados de saúde primários para todos os portugueses.

O PSD tenciona abrir a gestão dos centros de saúde a cooperativas de profissionais, entidades privadas ou sociais, de acordo o programa eleitoral hoje apresentado, que preconiza também uma revisão das taxas moderadoras, segundo o programa eleitoral do partido apresentado no domingo.

O partido crê que assim conseguirá melhorar o acesso dos cidadãos e este serviço e garantir médico de família a todos os cidadãos.

Transferir de forma gradual cuidados actualmente prestados em meio hospitalar para cuidados de proximidade e promover modelos de policlínicas próximas dos cidadãos para diagnóstico e tratamento de doenças e controlo de patologias crónicas é outras das propostas sociais-democratas.

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