Ministério Público defende publicamente procurador do caso Meco

Francisca Van Dunem vem a público defender as qualidades do procurador Moreira da Silva, titular do processo do Meco, responsável pelo "primeiro" arquivamento do caso.

Com o processo do caso do Meco já arquivado em sede de instrução, a procuradoria-geral distrital de Lisboa (pgdl), Francisca Van Dunem, vem agora defender publicamente o bom nome profissional do Procurador Moreira da Silva, primeiro responsável pelo processo do Meco e que arquivou o caso.

Em causa algumas declarações das famílias das vítimas que chamaram o procurador de "mentiroso" e "parcial" pelo facto de não ter incriminado João Gouveia nos autos.

A 15 de dezembro de 2013, seis jovens morreram afogados, depois de se terem deslocado para a praia do Meco durante a noite, no âmbito de um fim de semana para debater as praxes académicas. João Gouveia, amigo dos jovens, foi o único sobrevivente. Os familiares das seis vítimas consideram que João Gouveia deveria ter sido acusado por omissão de auxílio e exposição ao abandono.

O procurador Joaquim Moreira da Silva, que encerrou o caso por considerar que a morte dos seis estudantes foi acidental, alegou que estava a ser difamado pelos pais das vítiimas.

Em outubro do ano passado, o magistrado disse ainda que estaria a ser difamado por reportagens da TVI, que sugeriam que tivesse mentido no despacho de arquivamento. Por isso, o magistrado disse ao DN que iria processar criminalmente os pais das vítimas, o advogado das mesmas e ainda a jornalista da TVI, Ana Leal.

"É neste momento que, perante sucessivas afirmações - transmitidas em órgãos de comunicação social escrita, falada e também em formatos televisivos - que desabonam gravemente o Ministério Público, e em particular o Procurador da República que dirigiu o inquérito", que a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, dirigida por Francisca Van Dunem, esclarece "que a direção da investigação deste caso, a cargo do Procurador da República nas circunstâncias referidas, se revelou e revela isenta de reparo técnico, deontológico ou disciplinar e salienta as exemplares qualidades profissionais e pessoais do Procurador da República em causa, magistrado experiente, trabalhador, íntegro, sensato e compassivo, respeitado na comunidade, respeitado pelos seus pares, subordinados e superiores hierárquicos, respeitado pelos operadores da Justiça que consigo trabalham", explica a nota publicada no site da Pgdl.

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