Ministério devia dizer quanto se poupa com a junção de escolas

O Presidente do Conselho de Escolas defendeu hoje que o Ministério da Educação devia tornar público o dinheiro que é poupado com a agregação de escolas para se avaliar melhor as vantagens dos mega-agrupamentos.

Manuel Esperança, presidente do Conselho de Escolas (CE), acredita que existem vantagens e desvantagens no processo de agregação de escolas.

"Estas questões dependem do número de alunos, da distância entre as escolas...", começou por enumerar Manuel Esperança, reagindo à notícia divulgada na segunda-feira pelo Ministério da Educação e Ciência que criou 18 novos agrupamentos escolares, quase todos com mais de dois mil alunos.

Manuel Esperança acha que existem aspetos positivos nestas medidas, como a "possibilidade de as pessoas falarem umas com as outras, permitindo aos professores saber onde devem apostar mais na formação dos seus alunos para que estejam mais bem preparados no ciclo seguinte".

No entanto, o presidente do CE lembra que juntar muitas escolas e atingir "um número muito elevado de alunos é sempre muito complicado, porque se perde a noção de proximidade, tornando até mais difícil responder rapidamente aos problemas dos alunos".

Sem esquecer a situação financeira que o país atravessa, Manuel Esperança defende que seria mais fácil perceber as vantagens destas junções se se soubesse quanto dinheiro se poupa: "Gostava que a tutela viesse dizer o que é que se poupa com estes agrupamentos, porque se os valores ficarem muito abaixo, acho que estamos a cometer um erro e dentro de quatro ou cinco anos estaremos a bater com a cabeça nas paredes e a dizer que fizemos um disparate", alertou Manuel Esperança.

De acordo com a nota de imprensa emitida segunda-feira pelo MEC, as "18 novas unidades orgânicas" têm como "princípios essenciais" o reforço do projeto educativo e qualidade pedagógica das escolas, permitir aos alunos realizar todo o percurso escolar no âmbito do mesmo projeto educativo, facilitar o trabalho dos professores, ajudar a superar o isolamento de algumas escolas e racionalizar a gestão de recursos humanos e materiais das escolas.

Dos novos 18 agrupamentos agora anunciados apenas três têm menos de dois mil alunos e foi no distrito de Lisboa, mas fora da capital, que se concretizaram mais junções de escolas e agrupamentos de escolas.

O maior agrupamento resulta da junção de dois agrupamentos de escolas em Vila do Conde, no distrito do Porto, com 3.301 alunos a cargo.

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