Miguel Horta e Costa constituído arguido no caso 'mensalão'

Antigo presidente da Portugal Telecom foi ouvido esta sexta-feira à tarde no DCIAP. Autoridades brasileiras enviaram carta rogatória para Portugal. Ministério Público abriu inquérito.

O antigo presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta e Costa, foi esta sexta-feira constituído arguido no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), num processo que investiga corrupção no comércio internacional. Esta investigação foi aberta pelo Ministério Público na sequência de uma carta rogatória enviada pelas autoridades brasileiras para Miguel Horta e Costa. Esta sexta-feira, o antigo presidente da Portugal Telecom respondeu às perguntas do Ministério Público brasileiro e foi constituído arguido no processo português. O DN tentou contactar Paulo Sá e Cunha, advogado que representa Miguel Horta e Costa, sem sucesso.

Esta investigação começou em 2012, depois do publicitário brasileiro Marcos Valério, condenado como o executor do "mensalão", ter afirmado num depoimento que a Portugal Telecom financiou o Partido dos Trabalhadores (PT) com 2,6 milhões de euros, durante o Governo de Lula da Silva. Esse dinheiro, segundo Marcos Valério, foi negociado diretamente entre o ex-presidente do Brasil e o então presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta e Costa, no Palácio do Planalto, em Brasília.

O publicitário explicou ainda, segundo a informação na altura adiantada pelo Estado de São Paulo, que a transferência do dinheiro foi feita através de uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, na conta bancária de publicitários no Brasil que prestaram serviços para a campanha eleitoral do Partido dos Trabalhadores. Como prova das negociações para o pagamento, Valério cita a viagem realizada por ele próprio, seu ex-advogado Rogério Tolentino e do ex-secretário do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) Emerson Palmiere a Portugal, em 2005.

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