Metade do plano de radares do Governo está por executar

Em 25 locais do país (num total de 50) já estão distribuídos alguns dos 30 radares automáticos. Multas estão facilitadas

Inscrito no Orçamento de Estado para 2017, o Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO) conta, até ao momento, com 25 cabinas em 25 locais do país e com alguns radares automáticos já ativos (de um total de 30), segundo dados avançados ao DN pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

Metade do plano do Governo está por executar, porque até ao final do ano terão de estar instaladas as 50 cabines por onde vão rodar 30 radares (sem que o condutor saiba em que pontos da via). E a metade que já está executada foi fora do prazo previsto pelo Ministério da Administração Interna, que era até ao final de setembro.

Como são radares automáticos, quem for detetado em excesso de velocidade vai receber a carta com a multa em casa. As contraordenações estão facilitadas.

"Quando há uma infração, estes radares comunicam automaticamente para a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, para o sistema SINCRO, que emite de imediato o auto da contraordenação, com respetiva fotografia da viatura e da matrícula e com o certificado de qualidade do radar", explicou o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, a 6 de julho, quando foi instalado o primeiro radar do plano, na A5, entre Lisboa e Cascais.

GNR deu parecer sobre locais

A Guarda Nacional Republicana, que tal como a PSP é parceira no SINCRO, pronunciou-se negativamente há cerca de dois meses sobre dois dos locais onde iriam ser instalados radares, confirmou fonte da Guarda ligada ao processo ao DN, que se escusou a referir quais eram os locais "chumbados", adiantando apenas que o critério de escolha para todos os sítios, pela ANSR (que gere a rede), foram os registos estatísticos da sinistralidade rodoviária. A mesma fonte adiantou ainda que, em setembro, metade do SINCRO não estava pronto, como era suposto, e que agora é que estão a ser instaladas as cabines. A norte do país estão a decorrer obras em determinadas vias onde vão ser colocadas cabines para alojar os radares, precisou.

Pedro Silva, porta-voz da ANSR, desmentiu que a primeira metade do plano esteja a ser executada já fora do prazo previsto. "Estamos a cumprir os prazos contratuais. O primeiro lote de 25 locais já está instalado e alguns radares estão ativos. Como previsto, até final de janeiro de 2017 estarão as 50 cabines instaladas", adiantou, sem querer precisar que radares já estão a funcionar e onde. "O prazo contratual é até final de janeiro de 2017 mas não quer dizer que a rede não esteja pronta mais cedo".

O sistema SINCRO vai custar ao Estado 3.19 milhões de euros e ainda e prevê-se que venha a ser ampliado, segundo o objetivo consignado no Orçamento de Estado para 2017. "Essa ampliação é para o futuro. Ainda será feita uma primeira avaliação do sistema", avançou Pedro Silva.

José Miguel Trigoso, presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa, lembrou, ao DN, que os países onde foram instalados radares automáticos, como a Holanda, a França e a Inglaterra, tiveram bons resultados. "A identificação dos condutores e comunicação das infrações é mais eficaz", salientou o responsável.

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