Mendes diz que Angola vai apoiar Guterres para a ONU

As autoridades angolanas já terão comunicado a decisão ao antigo primeiro-ministro português na passada quinta-feira, segundo disse na SIC Luís Marques Mendes.

O ex-líder do PSD revelou este apoio a Guterres na SIC, depois do Governo português já ter posto em marcha a candidatura do ex-Alto Comissário para os Refugiados. Uma candidatura cujo sucesso depende muito dos contactos internacionais e diplomáticos.


Marques Mendes deu também algumas novidades sobre o PSD, em vésperas da realização do congresso de Espinho. Uma delas é que Miguel Relvas já terá comunicado a Pedro Passos Coelho a intenção de sair do Conselho Nacional do partido e não ficar em lugar nenhum. Na opinião, do antigo líder social-democrata o grande desafio do congresso vai ser precisamente o de uma profunda renovação nos órgãos nacionais.
Mendes defendeu também que o PSD tem de definir rapidamente uma estratégia, uma equipa de trabalho e os principais candidatos às autárquicas, depois do CDS já ter avançado com uma estratégia própria para as eleições do próximo ano - apoiar a recandidatura do independente Rui Moreira no Porto e, muito provavelmente, avançar com a candidatura de Assunção Cristas a Lisboa.


Jorge Moreira da Silva, ex-ministro do Ambiente e primeiro vice-presidente do PSD é, segundo o comentador político, o nome que circula na direção social-democrata para uma candidatura à principal câmara do país. Reorientar a estratégia política é uma necessidade imperiosa do partido, defendeu Marques Mendes, para o qual o PSD viveu este últimos meses com a ideia de que poderia haver eleições a curto prazo. O que, na sua opinião, não irá acontecer nem este ano, nem após as autárquicas de setembro de 2017. Isso implica, disse, que Passos Coelho tenha uma agenda a médio prazo e que recoloque o partido no campo político, depois deste compasso de espera e fora de jogo.
Mendes, que é um dos conselheiros do Estado escolhidos por Marcelo Rebelo de Sousa, apontou a promulgação do Orçamento de Estado para 2016 para esta semana e afirmou que o novo Presidente irá explicar ao país a razão pela qual o promulga.

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