Medidas não comprometerão operacionalidade das FA

O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, afirmou hoje que as medidas de austeridade a aplicar nas Forças Armadas deverão ser cumpridas sem colocar em causa a sua operacionalidade, tendo defendido que a sua actual dimensão deve ser preservada.

Segundo disse Augusto Santos Silva, as Forças Armadas têm uma dimensão "equilibrada" face à dimensão do país e às responsabilidades assumidas em missões de apoio à manutenção de segurança e paz, pelo que, defendeu, deve ser preservada a médio prazo.

"A hora é de dificuldade mas também de desafios", disse à agência Lusa, tendo confirmado que o "programa de restrição conjuntural excepcional" vai implicar a redução de 10 por cento dos actuais 40 mil profissionais, ao longo dos próximos três anos.

O governante afirmou que "a continuidade é um bom método", em termos de Defesa Nacional, defendendo seis linhas de orientação que passam por "preservar" a forma de recrutamento, "racionalizando" o pessoal mas "nunca perdendo de vista a ancoragem das Forças Armadas na população portuguesa" e, em particular, nos mais jovens.

Por outro lado, continuou, "é preciso ter em conta a diversidade das missões" que o Exército cumpre, quer no território nacional quer além fronteiras, e a "consciência" da importância das missões que desempenham junto das populações, no âmbito da protecção civil, desenvolvimento local e segurança interna.

O ministro da Defesa disse ainda que, "com o calendário adequado", é preciso continuar a investir na modernização e reequipamento das Forças Armadas, tendo observado que a sua missão deve ser "centrada no essencial, sem nunca perder de vista as operações de paz e segurança".

O Governo e a 'troika' irão apresentar até ao final do ano uma revisão da Lei da Programação Militar com a intenção de impor tectos de despesa e a redução até 2014 de 10 por cento dos actuais profissionais.

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