Médicos têm de assegurar qualidade da medicina no país

A ministra da Saúde desvalorizou hoje críticas da Ordem dos Médicos e Federação Nacional dos Médicos sobre a capacidade dos médicos colombianos há um mês em Portugal, lembrando que a Ordem deve "assegurar a qualidade da prática da medicina".

"Ordem dos Médicos compete assegurar a qualidade da prática da medicina em Portugal de todos os médicos, seja qual for a sua nacionalidade", disse Ana Jorge aos jornalistas, à margem da apresentação da Década de Acção pela Segurança Rodoviária, que decorreu hoje, em Lisboa.

As críticas surgiram pela boca da Ordem dos Médicos (OM) e da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) que, ao jornal Diário de Notícias, disseram que está em causa a falta de especialidade.

Da FNAM surge a acusação de que "os médicos colombianos não sabem fazer uma citologia ou sequer aconselhar uma pílula" ou que "um dos médicos gravava as consultas para depois ouvir e perceber melhor o português".

A OM disse entretanto que quer saber junto das administrações regionais de Saúde "como é que estão a ser prestados os cuidados nos centros de saúde".

Às críticas, Ana Jorge responde que "obviamente que para se exercer medicina em Portugal tem que se ter o reconhecimento de uma licenciatura em medicina".

"Isso está feito por uma universidade portuguesa. Para exercer medicina em Portugal, seja quem for, português ou não, tem de estar inscrito na Ordem dos Médicos e a Ordem inscreveu", sublinhou a ministra.

Ana Jorge apontou também que a OM tem "a obrigação" de controlar a qualidade da medicina "para todos os médicos".

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