Médicos mantêm greve a 10 e 11 de maio

Sindicatos reuniram-se com o secretário de Estado da Saúde mas não foi alcançado acordo

Os médicos não vão recuar e mantêm a greve agendada para os dias 10 e 11 de maio, adiantaram esta quinta-feira dirigentes sindicais. O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) reuniram-se com o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, para tentar alcançar um acordo, mas o objetivo não foi cumprido e a paralisação não foi desconvocada.

No passado dia 27 de abril, os sindicatos já tinham reunido com o Ministério da Saúde, tendo igualmente mantido a paralisação. Naquela ocasião, o secretário-geral do SIM, Roque da Cunha, dissera ter saído do encontro com um sentimento de "grande desapontamento".

SIM e Federação Nacional dos Médicos têm-se manifestado cansados da falta de concretização de promessas do Governo após mais um ano de negociações.

Pagamento das horas extraordinárias a 100%, redução do número de horas de trabalho nas urgências ou limitação da lista de utentes por médico de família são algumas das reivindicações dos sindicatos.

Os sindicatos pretendem que o trabalho suplementar em serviço de urgência seja limitado a 150 horas anuais, quando atualmente está nas 200 horas.

Reivindicam também um limite de 12 horas de trabalho em serviço de urgência como horário normal de trabalho, considerando inadmissível a persistente realização de trabalho em urgência por períodos de 24 horas.

Em relação às horas extraordinárias exigem a reversão dos cortes, passando a receber a 100%, com efeitos retroativos a 1 de janeiro para todos os médicos.

A greve de médicos decorrerá a nível nacional entre as 00:00 de dia 10 de maio e as 24:00 de 11 de maio. Estarão garantidos, como em qualquer paralisação, serviços mínimos.

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