Médicos contam em livro como ajudam a melhorar saúde em São Tomé

Missões de projeto português transformadas em livro. Iniciativas têm permitido tratar cegueira, surdez e outros problemas

São muitos anos a fazer voluntariado. Contas feitas, 25 anos. Os mesmos que o Instituto Marquês de Valle Flôr, uma organização não governamental para o desenvolvimento, leva a fazer missões em São Tomé e Príncipe. O projeto Saúde para Todos já permitiu fazer consultas a milhares de pessoas, cirurgias e tratamentos que deram a visão, audição - e trataram de fraturas e de deformações - a muitas pessoas que de outra forma não teriam acesso a cuidados médicos. Histórias, muitas histórias que ontem foram lançadas em livro na Fundação Calouste Gulbenkian, um dos parceiros da iniciativa.

Paulo de Telles Freitas é o presidente da organização. Foi um dos primeiros a ir para o terreno e muito viu mudar desde então. "Os indicadores são dos melhores da África Subsariana. A esperança média de vida aumentou mais de 20 anos, reduziu-se a mortalidade infantil, as doenças transmissíveis. Fruto também do nosso trabalho", diz. "Este é tudo menos um trabalho solidário. Temos tido centenas de pessoas a trabalhar connosco ao longo dos anos. Técnicos de elevada qualidade, professores catedráticos que abdicam do vencimento para trabalhar durante 15 dias sem ganhar nada e fazer medicina pura e dura", refere.

Para o terreno já partiram missões de 17 especialidades diferentes, com duração entre os oito e os 15 dias. Oftalmologia, dermatologia, ortopedia são apenas alguns dos exemplos.

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