Mau tempo obrigou Sapadores a mais de 150 intervenções

Inundações, túneis bloqueados e outros danos provocados pelo mau tempo levaram o Regimento de Sapadores a responder esta noite a mais de 150 pedidos de auxílio em Lisboa entre as 17:00 e as 24:00 de quinta-feira.

Segundo fonte dos sapadores, a maior parte das chamadas deveu-se a inundações, mas houve também pedidos devido a algerozes entupidos e coberturas danificadas.

Os bombeiros tiveram que intervir em vários túneis rodoviários da capital, para desentupir sarjetas e restabelecer a circulação, com a situação mais complicada a registar-se no túnel da Avenida Santo Condestável.

Em Oeiras, a ribeira da Laje transbordou, inundou as ruas circundantes e obrigou ao corte do trânsito na Marginal, mas cerca da meia-noite, a situação estava normalizada, disse à agência Lusa o comandante dos bombeiros locais, José Manuel Pereira.

O responsável indicou que o caudal da ribeira tinha regressado ao normal com a maré baixa e o fim da chuva intensa que caiu durante toda a tarde e início da noite na zona de Lisboa.

Quanto às dezenas de carros que ficaram parcialmente submersos num parque de estacionamento ao lado da ribeira, os bombeiros retiraram alguns e a assistência em viagem de cada condutor estava a tratar dos restantes.

As freguesias dos Olivais, Chelas e Alcântara começaram por ser as mais afetadas, mas segundo os bombeiros há inundações um pouco por toda a cidade - quer em casas, quer na via pública, dificultando muito o regresso a casa dos lisboetas.

Os bombeiros da Parede e da Barcarena também registam um volume de ocorrências acima do normal. O transbordo da ribeira de Trajouce obrigou a cortar uma estrada e na zona há também uma fábrica inundada.

Em Oeiras, o mau tempo levou também ao corte das ruas que dão acesso à marginal, depois da Ribeira da Laje ter transbordado. O caudal inundou ainda o Jardim Municipal da cidade. Pelo menos dez automóveis ficaram parcialmente submersos, com água acima das rodas, num parque de estacionamento localizado ao lado da ribeira.

As regiões de Lisboa e de Setúbal estão sob aviso laranja do Instituto de Meteorologia - o segundo mais grave de uma escala de quatro, por causa da precipitação, que se prevê forte até às três da manhã. A partir dessa altura deve abrandar.

Durante a tarde, em três horas, caíram cerca de 30 mm, avança a meteorologista Maria João Frade, o que corresponde a quase um quarto da média mensal para Dezembro.

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