Marta conheceu Vítor antes de missão em alto-mar

Noivos conheceram-se num curso de socorrismo e são ambos militares. Planos passam por terem um filho e conseguirem comprar casa

Da primeira vez que Vítor Calhé, militar da Marinha, foi para o estrangeiro inserido numa missão, "não foi muito doloroso" por Marta Moreira ficar em terra. Foi há cerca de três anos e, na altura, os jovens tinham acabado de se conhecer e (ainda) não eram namorados.

"Conhecemo-nos num curso de socorrismo. O Vítor estava a preparar-se para uma missão e eu estava a tirar a minha especialidade", recorda a militar do Exército, confidenciando que, hoje, o afastamento temporário é bem mais complicado. "São dias muito solitários", admite, sem que os olhos deixem de brilhar ao recordar o momento em que a sua relação com o lisboeta, de 24 anos, mudou.

O primeiro beijo aconteceu em janeiro de 2011, em Belém, depois de o fuzileiro ter regressado a Portugal e de nunca terem perdido o contacto. Mas foi só em dezembro desse ano que Marta se mudou para a capital. "Eu estava no quartel de Abrantes e, quando a relação começou a ficar mais séria, pedi transferência para Lisboa", conta.

O pedido de casamento aconteceu na última passagem de ano. "Foi na praia da Nazaré", acrescenta Vítor, que nunca pensou ser selecionado pela Câmara Municipal de Lisboa para participar numa tradição que a sua noiva considera ser "muito bonita". "Nós sempre vimos na televisão, sempre acompanhámos", garante, aos 23 anos.

Agora, sonham já com o dia do enlace, em que o stress e a felicidade vão ser, anteveem, ingredientes garantidos. Depois, o objetivo do casal é, "dentro de um ano", ter um filho e, "a longo prazo", comprar uma casa em Lisboa. "Para já, vamos arrendar", ressalva o noivo.

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