Marinha admite nadadores salvadores fora da época balnear

A Marinha portuguesa informou hoje que existem várias associações de nadadores salvadores disponíveis para uma "vigilância nestes períodos anormais de boas condições da prática balnear para no mês de Outubro".

Em reposta à Lusa, a Marinha referiu que actualmente existem várias associações de nadadores salvadores a nível nacional "devidamente certificadas pelo Instituto de Socorros a Náufragos" disponíveis para que as "autarquias com praias mais sensíveis de ocorrência de acidentes balneares" possam "contratar os seus serviços".

A eventual contratação permite assegurar "uma vigilância nestes períodos anormais de boas condições da prática balnear para no mês de Outubro".

O presidente da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS), Alexandre Tadeia, admitiu hoje à Lusa que vão existir "alguns incidentes" nas praias dadas as altas temperaturas que se têm feito sentir e sugeriu um novo modelo de vigilância.

A Marinha recordou que os presidentes das autarquias formalizam propostas para definirem períodos para as praias do seu concelho. "Por sua vez com a concordância das respectivas Administrações Regionais Hidrográficas, são submetidos esses períodos à Comissão sob a égide do Instituto da Água que definirá os períodos das épocas balneares a nível nacional", refere a instituição.

A Marinha aproveitou para relembrar a necessidade dos banhistas cumprirem as regras como "única forma de salvaguardarem a sua segurança e a dos seus, principalmente fora da época balnear em que a segurança das praias é menor, e muitas praias já não são vigiadas, não dispondo portanto de nadadores salvadores nem de qualquer tipo de sinalização relativa ao estado de perigosidade do mar".

Para os nadadores salvadores, um melhor sistema de vigilância seria através da aplicação de uma uma taxa municipal a cobrar ao comércio que vive do turismo, "com critérios justos".

Com esse financiamento, os serviços de protecção civil das autarquias contratariam os nadadores através das associações certificadas, defendeu Alexandre Tadeia.

A vigilância aconteceria durante todo o ano e acabariam as praias frequentadas, mas que não são vigiadas, depois de uma análise técnica.

Em estatísticas apresentadas pela FEPONS na quarta-feira, referentes a 2009, há quase tantas mortes por afogamentos na época balnear, como fora. De um total de 68 mortes, 31 ocorreram fora da época balnear.

Oficialmente a época balnear funciona entre 1 de Junho a 30 de Setembro, no entanto os presidentes de câmara podem solicitar a alteração das datas, como tem acontecido no Algarve.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG