Maria de Belém questiona redução da presença militar portuguesa no estrangeiro

Ex-ministro da Defesa socialista vai mais longe e fala numa "redução drástica" nas missões internacionais. Maria de Belém diz que este cenário precisa de ser avaliado.

A candidata presidencial Maria de Belém interrogou-se esta terça-feira sobre o grau de redução do envolvimento das Forças Armadas (FA) em missões no estrangeiro, dado o prestígio e respeito que dão a Portugal.

"Temos de avaliar bem se baixámos de mais a nossa participação nas missões internacionais de paz", afirmou Maria de Belém, no encerramento do debate sobre Defesa e Segurança a que presidiu na sua sede de campanha.

Perante figuras como Almeida Santos, José Magalhães e o general Garcia dos Santos, a ex-presidente do PS frisou que "a motivação dos militares deve ser acompanhada" de perto pelo Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas.

O ex-ministro da Defesa Nuno Severiano Teixeira foi categórico: "Atingimos o nível mais baixo de participação das Forças Armadas no exterior" e essa "redução drástica" nas missões internacionais "tem consequências" quando essa atuação dos militares constituiu "uma das mais importantes" formas de "afirmação do Estado" na comunidade internacional.

Outros oradores foram os generais Lemos Ferreira, Leonel de Carvalho e Garcia Leandro, os quais defenderam a necessidade de se acabar com o preconceito da intervenção dos militares na segurança interna.

Leonel Carvalho, antigo secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança, destacou a importância de haver e implementar planos operacionais para articular a intervenção das polícias e dos militares no terreno. "Não é de repente que o Exército vai trabalhar com as forças e serviços de segurança", observou.

Garcia Leandro, ex-vice-chefe do Estado-Maior do Exército e antigo diretor do Instituto de Defesa Nacional, lamentou o que disse ser "o preconceito muito grande" quanto à intervenção das Forças Armadas em apoio das forças de segurança.

Lemos Ferreira, antigo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, disse que "sem segurança e defesa não há liberdade", criticou o fim do serviço militar obrigatório e considerou que os partidos políticos "parecem desejar um sistema essencialmente parlamentar" com redução dos poderes do Presidente da República e que isso "não se afigura ser a situação mais sensata".

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