Marcelo recebe altos dignatários estrangeiros em Belém

Chefes de Estado, governantes de países vizinhos e de língua portuguesa estão entre os estrangeiros que assistem ao funeral de Mário Soares.

Os antigos presidentes José Sarney (Brasil) e Jacques Santer (Comissão Europeia), o ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin e o príncipe Moulay Rachid, irmão do rei de Marrocos, vão estar hoje presentes no funeral de Mário Soares.

Estes nomes juntam-se às presenças já confirmadas do rei de Espanha, Felipe VI, do presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, do chefe da diplomacia espanhola, Alfonso Dastis, do vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, e do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.

O ex-presidente do Governo espanhol e ex-líder do PSOE, Felipe Gonzalez, liderará a delegação dos socialistas espanhóis, enquanto o presidente da Assembleia Nacional angolana, Fernando da Piedade Dias dos Santos, irá representar Angola nas cerimónias fúnebres.

O Presidente de Cabo Verde vai também participar nas cerimónias fúnebres em honra de Mário Soares, bem como o presidente do Brasil, Michel Temer.

Michel Temer, como Filipe VI e Martin Schultz, vão ser recebidos em separado durante esta manhã pelo Presidente da República no Palácio de Belém, a que segue uma audiência conjunta com outros altos dignatários estrangeiros presentes em Lisboa para assistir ao funeral de Estado.

O comissário europeu Carlos Moedas (Portugal) participa igualmente nas celebrações fúnebres que se iniciam às 13:00 no Mosteiro dos Jerónimos, em representação do presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker.

Com a cerimónia nos Jerónimos a ter uma duração prevista de hora e meia, com registos áudio de Mário Soares e da mulher, Maria Barroso, além de intervenções dos filhos Isabel e João, do Chefe do Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e do presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, haverá ainda vários momentos musicais nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos.

Mensagens do estrangeiro

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas desde o dia 1 deste mês, agradeceu ontem ao antigo presidente da República Mário Soares por "tanta entrega ao país e aos portugueses através do Partido Socialista".

Numa mensagem escrita a seu pedido no livro de condolências disponível na sede nacional do PS, António Guterres sublinhou que é entre os socialistas que "a saudade é mais funda", uma vez que morreu o fundador do partido, "o amigo, o eterno militante número um" do partido e "companheiro de tantas batalhas". O antigo chefe de Estado foi também o "protagonista maior do valor primeiro que nos guia - a liberdade!", declarou ainda António Guterres.

De Paris, a presidente da Câmara, Anne Hidalgo, considerou que o ex-presidente da República é "uma personalidade europeia maior que desaparece". Evocando o "seu combate pela democracia em Portugal, pela integração do seu país na União Europeia e pelo alargamento da UE", a autarca francesa adiantou: "Figura do socialismo português, Mário Soares era um grande homem de Estado, defensor de uma certa visão da humanidade. Ele sempre se empenhou em alcançar as evoluções rápidas do seu tempo e em orientá-las na direção do progresso. Ele consagrou, igualmente, a sua vida a promover os direitos do homem e a igualdade entre os povos."

A presidente da Câmara de Paris lembrou ainda que Soares "era muito ligado a Paris, onde viveu entre 1970 e 1974".

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