Marcelo quer novo líder da ONU a guiar-se "pelo exemplo" de Gandhi e Mandela

Novo secretário-geral deve seguir "exemplo dos valores e da abordagem" que Gandhi e Mandela "sempre aplicaram na vida", diz Presidente

O Chefe do Estado indicou esta terça-feira que Mahatma Gandhi e Nelson Mandela devem ser exemplos a seguir pelo futuro secretário-geral das Nações Unidas.

O sucessor de Ban Ki-moon deve ter "as qualidades humanas e profissionais à altura do desafio" e ser alguém "que se guie pelo exemplo dos valores e da abordagem que Mahatma Gandhi e Nelson Mandela sempre aplicaram na vida: indo para além do seu grupo ou círculo, e assim unindo e representando todos e não uma parte; que construa pontes; que saiba ouvir e tenha a sabedoria e capacidade de liderança inatas que lhe permitam tomar decisões em que todos se revejam e se sintam incluídos", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Leia aqui o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa na íntegra

O Presidente da República discursava pela primeira vez perante a Assembleia Geral da ONU, a cujo cargo de secretário-geral concorre o português António Guterres.

Marcelo defendeu "uma solução sustentável" para o conflito no Médio Oriente "que consagre um Estado Palestiniano soberano, independente e viável, vivendo lado a lado com o Estado de Israel, cujas legítimas aspirações de segurança têm que ser garantidas".

Reafirmando "o compromisso firme e permanente de Portugal para com as Nações Unidas", o Chefe do Estado destacou "a oportunidade que representa para o reforço da capacidade preventiva" da ONU "o processo de revisão da arquitetura de 'paz e segurança".

"O reforço da ação preventiva em África, por exemplo, é essencial para evitar muitas das crises" que ali ocorrem, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa, dizendo que Portugal "continuará a contribuir para esse esforço" através das Forças Armadas.

O Presidente enfatizou depois que "o terrorismo não pode ser tolerado" e sustentou que "a comunidade internacional, sob mandato das Nações Unidas, tem o direito legal e o dever moral de pôr fim a este flagelo".

"Não cederemos ao medo nem abdicaremos dos nossos valores e princípios, nomeadamente em matéria de direitos humanos. É através dos valores da paz, da tolerância, dignidade humana e solidariedade que devemos combater a radicalização e extremismo violento, bem como a xenofobia e o populismo demagógico que também ameaçam as nossas sociedades", argumentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Antes de terminar o discurso a citar Virgílio Ferreira e a língua portuguesa, o Presidente da República abordou a questão dos refugiados e migrantes para lembrar que Portugal manifestou disponibilidade para os acolher em "número muito para além da quota definida no quadro da União Europeia".

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