Marcelo foi ver o estado do Conservatório Nacional e comprou "um cato triste"

Presidente da República assistiu a parte de uma audição de violino, ouviu cantar o coro e tocar a orquestra, espreitou algumas aulas e ainda gastou 52 euros a comprar plantas

O Presidente da República visitou hoje a Escola de Música do Conservatório Nacional para ver o estado das instalações que aguardam obras de reparação, manifestando esperança de que a verba consignada seja suficiente.

"Parece que, dessa verba, é tirada uma parte para as instalações provisórias. Vamos lá ver como é que isso é. É um esforço muito grande de investimento na educação e num domínio muito significativo que é a educação musical. É uma componente fundamental de realização de crianças, jovens e das pessoas em geral", declarou aos jornalistas.

Durante esta visita, que durou cerca de hora e meia, Marcelo Rebelo de Sousa assistiu a parte de uma audição de violino, ouviu cantar o coro e tocar a orquestra, espreitou algumas aulas e ainda gastou 52 euros a comprar plantas que estavam à venda num pátio interior, incluindo "um cato triste", para "não ficar demasiado otimista".

Rodeado por alguns alunos mais novos, o chefe de Estado escolheu oito vasos com violetas, quinze manjericos e um antúrio, e não quis levar plantas carnívoras: "Isto come todos os insetos? Depois tenho pena dos mosquitos. Acho triste, não gosto da ideia".

Depois, voltou-se para os catos. "Eu gosto deste, que é solitário, é um bocado triste. Como eu estou sempre bem-disposto, preciso assim de um cato para ficar não demasiado otimista", justificou, à conversa com as crianças.

Ao longo desta visita, o Presidente expressou a sua admiração pelos jovens músicos, incentivou-os a serem persistentes e disse que espera mais tarde poder ouvi-los "em grandes concertos".

Sobre o estado das instalações, referiu que até ao final do ano está previsto que a Escola de Música saia do atual edifício para se iniciarem as "obras de manutenção e reparação", mas que "isso obriga a fazer algumas obras nas instalações provisórias para onde se vão mudar".

"O fundamental é que a verba chegue para as duas", considerou.

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