Marcelo diz que processo das sanções "ainda vai ser muito longo"

Presidente espera que a nova administração da CGD entre em funções já nos próximos dias

Marcelo Rebelo de Sousa disse ao início da tarde que "não há vazio" na Caixa Geral de Depósitos, pois a administração cessante teve a "gentileza" de ficar. O Presidente da República voltou, no entanto a reiterar que "o tempo que demorou a concretizar esta solução foi negativo."

O Presidente, que falava numa visita ao Instituto Politécnico de Bragança, no âmbito do "Portugal Próximo" espera que "dentro de dias a situação esteja resolvida" e acredita que a nova administração entre "em funções ainda no mês de julho" e o "mais rapidamente possível".

Sobre a dispensa de 2500 trabalhadores, Marcelo não quis comentar, dizendo que "isso é o plano de reestruturação que vai ser tratado pela nova administração". E concluiu com um "veremos..."

Sanções? "Lá para a tardinha"

Entretanto, o Presidente da República também não quis "antecipar comentários" sobre uma eventual decisão da Comissão Europeia sobre sanções esta tarde, pois "quem vai decidir são os comissários e nenhum de nós imagina o que vai ser decidido". Para o Presidente é preciso "esperar para ver e certamente que, lá para a tardinha, haverá oportunidade de comentar aquilo que venha a ser a deliberação da comissão."

Marcelo voltou a destacar que "este é um processo por natureza muito longo e complicado porque a comissão toma uma posição, veremos qual, e depois o Ecofin é que virá a apreciar, e depois vai voltar à comissão se for caso disso. Estamos ainda antes desse primeiro passo, por isso vamos esperar para ver."

O fundador do CDS, Adriano Moreira, que esteve em duas ações de Marcelo esta manhã, comentou que é "estranho que um tratado possa inspirar tantas soluções possíveis", o que "não diz muito sobre a estratégia de um tratado". Para Adriano Moreira a União Europeia tem "um problema gravíssimo", uma vez que não tem um "conselho estratégico".

"O 10 de junho mais barato dos últimos 12 anos"

O Presidente da República quis ainda comentar, por sua iniciativa, a manchete do Correio da Manhã que dava conta de um ajuste direto da presidência de 12 600 euros para uma receção ao corpo diplomático no Dia de Portugal, na cidadela de Cascais.

O Presidente defendeu-se dizendo que "o 10 de junho deste ano, apesar de passado em Portugal e em França, terá sido o mais económico dos últimos doze anos." Além disso, garante o Presidente, "na receção ao corpo diplomático foram seguidos os procedimentos legais e ouvidas duas entidades, sendo seguido o orçamento mais baixo."

Pela manhã Marcelo apoiou ainda um projeto de Adriano Moreira, em Bragança, que está a projetar o Museu da Língua na capital de distrito, e para o qual já tem 3,5 milhões de euros e um edifício. O fundador do CDS explicou que "nesta época difícil, Portugal tem janelas de liberdade", que passam pela Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP). Para o professor universitário, só as "universidades" estão a aproveitar esta "plataforma continental", destacando a importância da Língua para a defesa da cultura portuguesa.

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