Marcelo confessa que a sua tomada de posse foi "como a tinha sonhado"

Novo presidente admitiu que este foi "um dia longo", mas destacou "a mensagem de unidade dos portugueses"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, confessou hoje que o dia da tomada de posse correu "como tinha sonhado", destacando "a mensagem de unidade dos portugueses, diálogo, fraternidade, aproximação e superação daquilo que os divide".

À saída da cerimónia na qual condecorou o ex-Presidente da República Cavaco Silva com o Grande Colar da Ordem da Liberdade, que hoje decorreu no Palácio da Ajuda, e antes de ir para o concerto comemorativo da tomada de posse, na Praça do Município, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa falou em dois pontos diferentes aos jornalistas, confidenciando que este tem sido "um dia longo".

"A ideia de ser uma mensagem de unidade dos portugueses, de diálogo, de fraternidade, de aproximação, de superação daquilo que os divide, e agora também com os jovens, correu muito como eu tinha sonhado", respondeu aos jornalistas, garantindo que ainda tem energia para o concerto.

Momentos antes, o novo Presidente da República disse que o dia da tomada de posse "correu bem no sentido de apelo aos portugueses para que haja espírito ecuménico".

"Uma aproximação, uma ideia de unir mais do que dividir, é um bocadinho esse o símbolo", concretizou, assumindo que "até agora [o dia] tem sido exatamente" aquilo que queria.

Questionado sobre como perspetiva os próximos cinco anos em Belém, Marcelo foi perentório: "Se fosse assim era um sonho, mas vamos lá ver se é possível".

Eleito a 24 de janeiro com 52% dos votos, Marcelo Rebelo de Sousa, 67 anos, tomou hoje posse como Presidente da República, pelas 10:10, depois de jurar cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.

No seu primeiro discurso, o novo chefe de Estado prometeu ser o Presidente de "todos sem exceção", do princípio ao fim do mandato, sem querer ser mais do que a Constituição permite ou aceitar menos do que a Lei Fundamental impõe.

Marcelo reconheceu que Portugal tem pela frente "tempos e desafios difíceis", considerando que é necessário sair do clima de crise e ir mais longe na qualidade da educação, saúde, justiça e do próprio sistema político.

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