Marcelo acredita em "sanções zero" ou apenas "simbólicas"

Presidente fala em "sanções injustas", quer sejam "para punir Passos Coelho ou António Costa"

O Presidente da República disse esta tarde que não acredita que Bruxelas seja insensata ao ponto de aplicar sanções a Portugal. Na inauguração do Espaço Miguel Torga em S. Martinho de Anta, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que "se a justiça prevalecer, não há sanções" e, mesmo se existirem, "serão um pró-forma, aplica-se uma sanção zero ou simbólica, para dizer que se aplica".

A convicção de Marcelo de que o país passará incólume ao castigo da Comissão Europeia não parte de informação privilegiadas, mas de ser uma pessoa "sensata". Para o Presidente "tome a decisão que tomar, amanhã, daí a oito dias, daqui a quatro semanas ou cinco semanas, perceberá que estar a cortar fundos a Portugal e a Espanha é estar a criar mais dificuldade à própria Europa."

Ora, acrescentou o chefe de Estado em mais uma ação do Portugal Próximo, "como ninguém é tão insensato que queira criar dificuldades a si próprio, entendo que, qualquer que seja a decisão, não haverá cortes de fundos, nem a Portugal, nem a Espanha".

Marcelo voltou a destacar que sejam referentes ao atual ou ao anterior governo, as sanções serão sempre injustas. "Se são para punir o governo de Passos Coelho, são injustas porque ele fez tudo o que era preciso para satisfazer a Europa; se é para punir o governo de António Costa são prematuras. Os números que há não justificam, neste momento, e não vamos agora especular se há, se não há [no futuro, motivo para sanções]".

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