Manuel Abrantes sai da prisão três dias no Natal

O antigo provedor-adjunto da Casa Pia foi condenado em 2010 a cinco anos e nove meses de prisão

O antigo provedor-adjunto da Casa Pia Manuel Abrantes, a cumprir pena na Carregueira no âmbito do processo Casa Pia, vai gozar uma licença precária de três dias no Natal, disse hoje à agência Lusa fonte ligada ao processo.

Contactado pela agência Lusa, o advogado de Manuel Abrantes, Paulo Sá e Cunha, confirmou a autorização de uma licença precária de três dias ao seu cliente, acrescentando contar que esta seja gozada na altura do Natal.

Manuel Abrantes foi condenado a 03 de setembro de 2010 a cinco anos e nove meses de prisão por dois crimes de abuso sexual de menores.

Também Carlos Cruz deverá ir passar a quadra natalícia a casa, em regime de licença precária, devendo sair do Estabelecimento Prisional da Carregueira na véspera de Natal, segundo disse à Lusa no início deste mês o seu advogado, Ricardo Sá Fernandes.

O advogado explicou que o pedido de licença precária foi deferido pelo juiz de Execução de Penas, e que o Ministério Público não contestou a decisão, pelo que, agora, "já está assente" que Carlos Cruz "vai passar o Natal a casa".

Carlos Cruz havia cumprido, em dezembro de 2014, metade da pena (três dos seis anos) a que foi condenado, depois de o Tribunal da Relação de Lisboa ter alterado, em sede de recurso, a pena inicial de sete anos de prisão a que tinha sido condenado na primeira instância, fixando-a em seis anos, por três crimes de abuso sexual de menores.

Foram ainda condenados no processo Casa Pia, relacionado com abusos sexuais de alunos e ex-alunos da instituição, o antigo motorista casapiano Carlos Silvino (15 anos de prisão), o médico Ferreira Dinis (sete anos de prisão) e Jorge Ritto (seis anos e oito meses).

A notícia da saída precária de Manuel Abrantes foi avançada pela Sic.

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