Manifestação de polícias frente à AR fez 10 feridos

Dez feridos e duas pessoas identificadas por desacatos é o resultado da manifestação de hoje dos profissionais das forças e serviços de segurança que terminou na Assembleia da República.

Cerca das 22.15, os manifestantes começaram a dispersar do protesto junto à Assembleia da República. Às 22.00, o Corpo de Intervenção da PSP formava um cordão de segurança que impedia os manifestantes de subirem a escadaria do Parlamento. Uma situação tensa, mas mais controlada quando comparada com o ocorrido cerca de meia hora antes.

Pouco depois das 21.30, os manifestantes voltaram a tentar subir as escadarias do Parlamento, tentativas que têm sido frustradas pelo Corpo de Intervenção da PSP, que entretanto foi reforçado. Por volta dessa hora, estava a ser avançada a informação de que havia registo de pelo menos três polícias feridos e dois manifestantes identificados.

Paulo Rodrigues, presidente da ASPP/PSP, no final do encontro com Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República, disse que "esta tensão é o sentimento que os polícias têm demonstrado". "Aqueles que têm poder de decisão têm de agir", referiu ainda o sindicalista.

Elementos das forças de segurança derrubaram, cerca das 20:25, as barreiras metálicas de segurança colocadas em frente à Assembleia da República, onde decorre uma manifestação convocada pela Comissão Coordenadora Permanente.

Os elementos do Corpo de Intervenção da PSP, munidos de bastões, desceram as escadarias e foram ao encontro dos milhares de manifestantes de seis forças e serviços se segurança e conseguiram conter a multidão, que, às 20.40, já ocupava metade da escadaria. Perto das 21.00, as autoridades já tinham recuperado o controlo das escadarias do Parlamento. O lema dos manifestantes é "não subimos porque não queremos".

Um contigente policial superior ao normal em circunstâncias anteriores, disposto num perímetro em torno da escadaria da Assembleia da República, esperou a manifestação das forças de segurança, em protesto contra os cortes salariais.

O subintendente da Polícia de Segurança Pública, Paulo Flor, não revelou à Lusa o número de efetivos - entre elementos do Secção de Intervenção Rápida (SIR) e Corpo de Intervenção (CI) - destacados para a Assembleia da República, mas constata-se que estão mais agentes do que em manifestações anteriores, incluindo a de 21 de novembro de 2013.

Paulo Flor adiantou, todavia, que o perímetro de segurança não foi alargado, estando os agentes em serviço dispostos ao longo do jardim que ladeia a escadaria do parlamento, reforçado com duas filas de polícias do SIR, antes dos dos elementos do CI.

Durante a manifestação, Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República, recebeu uma comitiva de manifestantes. Encontro que terá terminado pouco depois das 21.00.

O cortejo começou a chegar ao Parlamento pouco minutos depois das 20:00.

Pelo caminho, na rua Braamcamp chegaram a ouvir-se gritos de "invasão, invasão". Os ânimos estavam exaltados e os organizadores da marcha mostraram-se preocupados com a segurança.

Pelas 18.00 desta quinta-feira milhares de polícias já se encontravam concentrados na Praça Marquês de Pombal, em Lisboa, de onde vão marchar até ao Parlamento demonstrando a sua insatisfação pelas políticas do Governo para o setor.

A organização avançou ao DN que espera ter 15 mil polícias nas ruas e que era "bastante visível a presença de efetivos da GNR" neste protesto.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG