'Mais Sociedade' quer mais privados na saúde e educação

O movimento "Mais Sociedade" defende um maior peso da iniciativa privada na saúde e educação, já que aumenta a eficiência da economia sem colocar em causa a coesão social.

Este é um dos argumentos que estará em debate amanhã, sexta-feira, num encontro em que se irá promover propostas para Portugal

O movimento aponta que a intervenção Estado na economia deve ser efectiva para corrigir falhas de mercado, mas justificada e com o maior nível de informação e avaliação desta intervenção, defendendo também um maior peso da iniciativa privada na prestação de bens públicos.

Nos textos preparatórios que servirão de base à discussão no encontro que juntará várias personalidades para debater as orientações base, o movimento diz que "existem fundadas convicções de que um maior peso da iniciativa privada na prestação de bens públicos, como a saúde e educação, poderão aumentar a eficiência global da economia sem pôr em causa o bem-estar e a coesão social".

As considerações iniciais do movimento defendem ainda que é necessária uma avaliação das participações do Estado "à luz da sua relevância estratégica", da sua "viabilidade operacional" e do seu nível de dívida até à data.

O "Mais Sociedade" é uma iniciativa de cidadãos independentes que surgiu em resposta a um desafio do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, no verão de 2010, com o objetivo de promover uma discussão sobre o futuro do país.

A iniciativa, financiada pelo PSD, comprometeu-se a apresentar um relatório final dos seus trabalhos aos sociais-democratas, mas o coordenador do movimento, António Carrapatoso, já frisou que as propostas que surgirem no âmbito do "Mais Sociedade" apenas responsabilizam os seus subscritores individuais, não comprometendo nem o movimento no seu todo nem o PSD, partido que deverá apresentar o seu programa eleitoral no início de maio.

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