Mais dinheiro para quem der formações internacionais

Plano de internacionalização do ensino superior português propõe mais ensino à distância associado ao ensino presencial, mais mestrados e doutoramentos em inglês e um "selo de qualidade" para autarquias.

A aprovação do estatuto do estudante internacional abriu as portas das universidades e politécnicos portugueses a todos os estudantes estrangeiros. O que levou o Ministério da Educação e Ciência (MEC) a criar um grupo de trabalho para criar um plano nacional de internacionalização que atraia não só alunos, mas professores e investigadores.

Das recomendações, que são apresentadas amanhã, sabe-se já que é proposto um aumento no financiamento para as universidades e politécnicos que tenham formações conjuntas internacionais (os chamados consórcios), também é pedido mais dinheiro para quem oferecer formações conducentes a grau organizados conjuntamente entre instituições presenciais e de ensino à distância.

Segundo o sumário executivo, divulgado pelo MEC, estudaram em Portugal no ano passado 31 mil alunos "incluindo os participantes no programa Erasmus". O objetivo da internacionalização do ensino superior é o de "duplicar o seu efetivo [o número de alunos estrangeiros] até 2020".

A importância crescente do português, "falada por 250 milhões de pessoas em todo o Mundo", é um dos trunfos do ensino superior nacional, ainda que seja recomendado que as instituições aumentem "a oferta de cursos em língua inglesa" e que apostem numa "melhor preparação linguística dos estudantes portugueses".

O relatório, coordenado pelo professor João Guerreiro, aconselha ainda a que sejam definidos os "perfis de especialização para a internacionalização das instituições", de forma a cada uma ter ofertas diferenciadoras. E, desta forma, "condicionar os apoios públicos para a internacionalização à melhor adequação dos perfis aos projetos internacionais a desenvolver".

Diz ainda que, além do estatuto do estudante internacional, devem ser criadas "estratégias específicas" de cooperação para a América Latina, CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), Magrebe, Ásia e Médio Oriente. Sem esquecer os países "com grandes comunidades luso-descendentes (Estados Unidos, Canadá, França, Suíça, Luxemburgo)".

Além do papel das universidades e politécnicos, o grupo de trabalho vira-se também para as autarquias e para o acolhimento dos estudantes, professores e investigadores. Atribuir um "selo de qualidade" às autarquias que ofereçam "melhores condições de acolhimento" é uma das recomendações. Bem como criar vias de acesso direto com as Finanças e o SEF para facilitar a integração de quem vem de fora.

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