Mais de uma centena de professores manifestaram-se frente ao ministério

Mais de uma centena de professores estiveram esta tarde concentrados em frente ao Ministério da Educação, em Lisboa, exigindo o fim do que consideram ser irregularidades na bolsa de colocação de docentes.

O protesto promovido pela Federação Nacional de Professores (FENPROF) visa exigir que o Ministério da Educação promova uma nova bolsa de colocação de professores, visto que na última os horários anuais foram transformados automaticamente em temporários.

Esta situação fez com que os professores mais graduados, que só se candidataram a horários anuais, fossem preteridos a favor de professores com menos tempo de serviço.

É o caso de Ana Marteleira, professora do 1.º ciclo há sete anos que se viu sem contrato pela primeira vez este ano lectivo.

Como disse à agência Lusa, foi "ultrapassada por 70 colegas" porque não se candidatou a horários temporários e os horários disponibilizados pela sua escola foram todos transformados em temporários na aplicação electrónica do Ministério da Educação.

Ana Marteleira e os seus colegas querem que o Ministério "invalide a última bolsa de colocação e coloque os professores contratados como até aqui, segundo a lista de graduação, calculada com a média de final de curso mais os anos de serviço".

Entre as palavras de ordem dos manifestantes está a exigência "Crato, arranja-me um contrato", bem como cartazes em que se lê "deixem-nos ser professores" e "fazemos falta às escolas".

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