Mais de 200 pessoas em protesto na ponte do Pragal

Mais de duas centenas de pessoas juntaram-se hoje, na ponte do Pragal, em Almada, à manifestação convocada pela CGTP, que continua pela Ponte 25 de Abril até Alcântara, em Lisboa.

Desta curta ponte, que fica a menos de um quilómetro do Hospital Garcia de Orta e da estação ferroviária do Pragal, é possível ter uma ampla visão sobre a praça das portagens e a Autoestrada.

Centenas de pessoas estão reunidas nos dois extremos da Ponte do Pragal, onde circulam veículos motorizados e onde é possível passar a pé. Hoje, a polícia impede os peões de pararem a meio da estrutura, por baixo da qual passam automóveis e autocarros a buzinar, em protesto.

Apenas quatro dezenas de pessoas, identificadas com coletes da CGTP, estão autorizadas a manifestar-se no meio do percurso. Fazem-no viradas para Sul, de costas para a Ponte 25 de Abril, saudando os veículos que se encaminham para atravessar o rio Tejo.

Entre os manifestantes está Anabela Soeiro, de 63 anos, "avó a tempo inteiro". Vive em Almada, a um quilómetro desta ponte, e conta que veio até ao local "por solidariedade, porque todos os portugueses estão a sentir na pele o que se está a passar".

"Indigna-me a passividade do Governo e do Presidente da República perante as imposições da 'troika'", rematou.

Também o almadense Almiro Figueiredo, de 60 anos, desempregado, veio protestar. À Lusa queixa-se de estar "entre os desempregados roubados".

"Vim protestar contra o Governo, contra a corrupção, contra os banqueiros", disse, lamentando não poder estar, neste momento, a caminhar pela ponte sobre o Tejo, como pretendia, inicialmente, a central sindical.

A CGTP marcou para hoje uma jornada nacional de luta contra a exploração e o empobrecimento, que inclui manifestações no Porto e em Lisboa.