Maioria do crime informático não dá detenção em Portugal

cibercrime 30% a 40% dos processos investigados pela Polícia Judiciária (PJ) relativos à investigação de burlas informáticas levam a concluir que são praticadas por criminosos "profissionais". No entanto, são raras as detenções levadas a cabo em Portugal. Isto mesmo apurou o DN junto de fonte da PJ, que criticou a lei e a actuação dos tribunais nesta matéria.

Actualmente, "não há nenhum cibercriminoso preso em Portugal", disse o inspector da PJ responsável pelo combate à criminalidade informática, Rogério Bravo, à margem da apresentação de um relatório sobre cibercrime - o "Relatório Norton de Cibercrime". De acordo com o documento, o crime informático movimenta mais dinheiro do que o tráfico de droga.

A PJ lamenta que Portugal não conste do estudo e que não existam dados nacionais referentes à matéria. Mesmo assim, sabe-se que este ano o crime económico de phishing (burla informática) em Portugal representou mais de dois milhões e meio de euros. Aliás, no País, os principais crimes cometidos via computador são o phishing e os crimes contra crianças (pornografia de menores).

A fonte da PJ confirma "que o cibercrime tem vindo a aumentar em consentâneo com os utilizadores de computadores". E sublinha que, a partir do momento que se está ligado a um computador, o perigo de se ser vítima existe.

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