Mãe apresenta queixa contra auxiliar que terá agredido bebé na creche

Creche abriu inquérito e auxiliar está suspensa. PSP remeteu processo para o Ministério Público.

A mãe de um bebé de 10 meses apresentou queixa na PSP contra uma auxiliar que terá agredido o filho numa creche de Beja, a qual já suspendeu a funcionária e abriu um inquérito para averiguar o caso.

No passado domingo, a mãe do bebé apresentou na Polícia de Beja uma queixa alegando que uma auxiliar da creche do Centro Social, Cultural e Recreativo do Bairro da Esperança, situado num bairro da cidade, terá agredido o filho, disse hoje à agência Lusa fonte da PSP, que remeteu o processo para o Ministério Público.

O diretor do centro, José Baguinho, referiu à Lusa que a direção da instituição "teve conhecimento, na passada sexta-feira, da acusação feita pela mãe contra a auxiliar e decidiu, de imediato, suspender a funcionária e avançar com um processo de inquérito".

Segundo a edição de hoje do jornal Correio da Manhã, a alegada agressão terá ocorrido na passada sexta-feira, dia em que a avó foi buscar o bebé à creche e "ficou chocada" com o "estado em que encontrou o neto", que "tinha sinais de agressão na cara".

De acordo com a avó, o bebé tinha "o olho, a bochecha, a orelha e o pescoço vermelhos" e "algumas partes já estavam a ficar roxas", refere o jornal, indicando que a suspeita da alegada agressão "é uma auxiliar de ação educativa".

O diretor do centro adiantou hoje à Lusa que, após a acusação feita na sexta-feira pela mãe, "logo no sábado, a diretora técnica do centro e a responsável da creche falaram com a família e já fizeram um relatório e agora é preciso provar a acusação feita à funcionária".

Segundo José Baguinho, na passada sexta-feira, a direção do centro tinha decidido suspender a funcionária até hoje, mas, depois de ter consultado o seu gabinete jurídico, optou por "prolongar a suspensão para dar início ao inquérito".

No âmbito do inquérito, que já está a decorrer, "vão ser ouvidas pelo gabinete jurídico do centro as pessoas envolvidas para saber o que se passou", explicou José Baguinho, referindo que "o resultado final será comunicado aos respetivos interessados".

"Em função do que efetivamente for apurado, a direção do centro terá que decidir sobre o futuro da funcionária", disse.

"A creche está a funcionar normalmente e, inclusive, o próprio bebé continua a frequentar o espaço e penso que o continuará a fazer, até porque a família disse que não tem nada contra a forma como a criança tem sido tratada na creche", frisou José Baguinho.

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