Lusófona diz que espera pelo fim da investigação

A Universidade Lusófona reagiu esta tarde à notícia de que estaria a ponderar avançar com uma queixa por calúnia contra os familiares dos estudantes que morreram na Praia do Meco afirmando que não fará qualquer ação enquanto prosseguirem as investigações aos sucedido.

Em comunicado distribuído às redações, a reitoria daquela instituição afirma "mais uma vez o seu empenho na defesa dos interesses dos seus alunos passados, presentes e futuros e apelar a que todos os envolvidos no processo deixem de forma responsável atuar as entidades competentes em ordem a aclarar o que haja a aclarar, para que, com seriedade e dignidade, se possa contribuir para mitigar uma dor que a muitos atingiu".

A Lusófona afirma igualmente que "nem se deixará arrastar para um campo de conflitualidade que em nada respeita a memória daqueles que perderam a vida", afastando assim qualquer possibilidade de avançar, nesta fase, com uma ação judicial.

A instituição diz manter-se "serena e completamente disponível para colaborar com todas as entidades competentes em ordem à apresentação de quaisquer esclarecimentos que lhes sejam solicitados".

O comunicado surge em reação à notícia da agência Lusa na qual o presidente da Lusófona admite a possibilidade de avançar com queixa por calúnia, caso a anunciada queixa-crime dos familiares dos estudantes que morreram na Praia do Meco seja "caluniosa ou ofensiva" para a instituição.

"Qualquer cidadão tem o direito a fazer uma queixa, desde que fundamente a ação e cumpra a lei. Mas, caso haja algo de calunioso ou ofensivo dos direitos e bom nome, nós também teremos o direito de ir a tribunal fazer queixa de quem nos caluniar", disse à Lusa o administrador da instituição, Manuel Damásio.

Em causa está uma declaração de intenções do advogado que representa os familiares dos seis estudantes que morreram na madrugada de 15 de dezembro na Praia do Meco de viram a processar o único sobrevivente da tragédia, bem como a universidade e "desconhecidos", como forma de tentar fazer acelerar o processo judicial em curso.

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