Luís pediu Tânia em casamento na meta do Estoril

Primeiro, convenceu a namorada a acelerar para a meta. Depois convenceu-a a acelerar para o casamento. E ela disse que sim

Quando, há cerca de dois anos, Tânia Faustino atravessou a meta no autódromo do Estoril, tinha um pedido especial à sua espera. "No fim da reta da meta, estava uma placa a perguntar-lhe se se queria casar comigo", conta Luís Jesus, mecânico na área do desenvolvimento de motores para carros de competição. Foi ele quem convenceu a auxiliar num lar de idosos a experimentar andar a alta velocidade, antes de o seu coração "parar" enquanto pensava numa resposta.

"Fiquei estática", recorda a noiva, de 36 anos. O "sim" foi dito já na box (garagem), onde o lisboeta aguardava o momento de poder oferecer o anel de noivado à namorada, com quem partilhava casa há um ano. O namoro iniciara-se em 2009, dois meses depois de se terem encontrado pela primeira vez, em Sesimbra (Setúbal). Até então, conheciam apenas a voz um do outro, graças a uma amiga em comum.

"Eu tinha ido fazer uma corrida à Holanda", começa por explicar o noivo. "E essa amiga perguntou-me se lhe podia dar o meu número", continua Tânia, acrescentando que, a partir daí, tudo "se foi desenrolando". Há 16 meses, tiveram um filho. A idade impede-o de estar presente na cerimónia agendada para o próximo dia 12, numa regra que o casal compreende.

"É cansativo, faz sentido. Imaginemos que ele podia ir: não ia entender nada", justifica a auxiliar, antes de Luís ressalvar que estão "a guardar tudo sobre o casamento" para que, "futuramente", o pequeno possa ver o enlace dos pais, pelo civil.

Ambos estão entusiasmados com a aproximação daquele dia. E para a mãe da noiva, vai ser o da concretização de um sonho. "Ela já me tinha dito que gostava muito que uma das filhas se casasse por Santo António", confidencia Luís.

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