Luís Amado: "Tenho simpatia pelo Francisco Assis"

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do PS Luís Amado manifestou hoje "simpatia" pelo candidato à liderança do partido Francisco Assis e pelo que este representa politicamente e tecendo um elogio à actualidade do seu "sentido e cultura política".

Falando aos jornalistas à margem de um almoço/debate sobre a Europa no Grémio Literário, promovido pela candidatura de Francisco Assis, e onde participou como convidado, o antigo membro do Secretariado Nacional do PS recusou falar num apoio efectivo ao candidato socialista, por não ter "nenhuma intenção de voltar à vida partidária activa". No almoço no Grémio Literário estiveram presentes, para além de Luís Amado, Miranda Calha, e os eurodeputados socialistas Edite Estrela, Correia de Campos, Capoulas Santos, Ana Gomes e Vital Moreira. "Tenho simpatia pelo Francisco Assis, foi um grande líder do grupo parlamentar do PS, foi sempre um grande colaborador que eu encontrei em momentos difíceis de gestão da relação entre o Governo e o grupo parlamentar em matéria de política externa, por isso não podia dizer que não a um amigo que está neste momento neste combate", salientou.

O antigo chefe da política externa portuguesa alegou não poder manifestar um apoio "taxativo" à candidatura de Assis à liderança do PS por não estar "na vida partidária activa", nem querer "dar nenhum sinal de envolvimento na vida partidária activa", mas sublinhou a sua "simpatia" pelo ex-líder parlamentar socialista. "Acho que é um político com muita fibra, com um sentido político e uma cultura política muito actuais relativamente ao que são os problemas que o país encontra, que a Europa tem pela frente. Nessa perspectiva, é com muita satisfação que participo neste debate em que se reflete sobre o papel da Europa e as possibilidades da Europa", resumiu. Questionado se aceitaria participar numa iniciativa semelhante promovida pela candidatura de António José Seguro, Luís Amado respondeu que ponderaria.

"Eventualmente, não digo que não, mas como disse tenho simpatia pelo Francisco Assis e pelo que ele representa do ponto de vista político, por isso também quero registar essa diferença, mas estou disponível para participar eventualmente num debate que a outra candidatura promova se fosse convidado para isso, não foi o caso", concluiu. Questionado pelos jornalistas sobre o desvio orçamental assumido pelo Governo, Luís Amado rejeitou fazer comentários, salientando no entanto que "o país vive uma crise profundíssima, cujas consequências ninguém pode antecipar" e defendendo uma "plataforma de entendimento" que envolva o executivo, mas também a oposição. "Acho que é preciso que todos dialoguem e que haja uma plataforma de entendimento que seja não apenas reduzida à dimensão da maioria do Governo, mas que envolva, na medida do possível, sobre as grandes questões que têm a ver com a sustentabilidade a prazo dos nossos compromissos, a oposição e designadamente o PS", advogou.

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