Lote suspeito de vacinas Cervarix não foi distribuído em Portugal

O lote de vacinas Cervarix suspenso no Reino Unido, na sequência da morte de uma adolescente depois de ser vacinada contra o vírus papiloma humano, não foi distribuído em Portugal, informou hoje o Infarmed.

As autoridades de saúde britânicas investigam o caso de uma jovem de 14 anos que morreu segunda-feira depois de ser vacinada contra o vírus do papiloma humano, que causa o cancro do colo do útero.

Ao tomar conhecimento desta ocorrência, a Glaxo SmithKline colocou o lote da vacina em quarentena até haver mais informações, disse hoje à Agência Lusa a directora de comunicação do laboratório, Marta Mello Breyner.

Contactada pela Lusa, a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) esclareceu que o "lote de Cervarix identificado no caso de morte que ocorreu numa adolescente no Reino Unido, na passada segunda-feira, não foi distribuído em Portugal".

O laboratório Glaxo SmithKline assegurou hoje que não existem notificações de morte associadas à vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), mas vai estar atento à investigação sobre o caso da morte de uma adolescente inglesa.

Marta Mello Breyner sublinhou que "não há uma relação estabelecida entre a morte da jovem e a administração da vacina", mas assegurou que o Glaxo SmithKline vai estar "atento ao desenvolvimento da situação e vai fazer a monitorização do caso".

Existe "um sistema de farmacovigilância em que a própria empresa faz formação intensa de todo o pessoal para termos monitores de notificações de reacções adversas", salientou.

A adolescente morreu segunda-feira no hospital depois de receber a vacina HPV1 Cervarix na escola Blue Coat de Coventry, no Centro de Inglaterra.

Os responsáveis de saúde sublinharam a necessidade de cautela porque ainda não há provas de que a morte da menor tenha sido provocada pela imunização.

Aparentemente, a adolescente sofreu "uma rara mas forte reacção" depois de lhe ter sido administrada a vacina, enquanto outras colegas tiveram enjoos e náuseas e lhes foi recomendado que regressassem a casa.

As autoridades de saúde de Coventry abriram uma investigação urgente sobre o caso e o lote da vacina utilizado na escola foi posto de parte como "medida de precaução".

Esta vacina é administrada no âmbito de um programa nacional de imunização para proteger as mulheres do vírus do papiloma humano, que provoca o cancro do colo do útero, e já foram administradas 1,4 milhões de doses.

Este programa começou em Setembro de 2008 em todo o Reino Unido com a vacina Cervarix, da farmacêutica GlaxoSmithKline.

Em Portugal, a vacina contra o vírus que causa o cancro do colo do útero está integrada no Plano Nacional de Vacinação desde Outubro de 2008. A Gardasil, da empresa Sanofi-Pasteur, foi a vacina escolhida para o plano português.

HN/MC.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG