Loja do Sal aposta em produtos gourmet

A Loja do Sal, um pequeno negócio familiar situado nas Marinhas do Sal, em Rio Maior, apostou no mercado "gourmet" e está já a exportar uma pequena margem da sua produção para o Norte da Europa e alguns países asiáticos.

Luís Lopes e o irmão, a quarta geração à frente da pequena loja, criaram uma marca a que associaram a história das salinas de interior de Rio Maior e apostaram em parcerias com a "alta cozinha" e lojas gourmet.

Explorando 46 talhões de sal (cerca de 10 por cento do total das salinas de Rio Maior), a empresa extrai 125 toneladas de sal por ano, que serve de matéria-prima para um conjunto de produtos que vão do sal para confeção de alimentos, para grelhados (com misturas das mais variadas ervas aromáticas) e para banhos.

Os queijos de sal, puro ou misturado com pimenta ou com ervas aromáticas, e a flor de sal são outros dos produtos cuidadosamente embalados e que a Loja do Sal comercializa juntamente com diversos produtos da região, como os doces, o mel ou o azeite.

Com uma charcutaria local, Mestre Henriques, a Loja do Sal começou a entrar nos mercados da Áustria, Suíça, Alemanha, Macau e brevemente Japão, numa caminhada que quer fazer "passo a passo, de forma segura", disse Luís Lopes à agência Lusa.

Mas é na pequena loja, uma das primeiras casinhas rústicas de madeira da aldeia, que vendem grande parte dos produtos, cuidadosamente embalados, aproveitando o fluxo de turistas atraídos pelas únicas salinas de interior existentes no país.

A Loja do Sal é um dos estabelecimentos das Marinhas do Sal que abre todos os dias da semana, a par dos restaurantes e tasquinhas ou do pequeno posto de turismo, contrariamente à maioria, que funciona habitualmente apenas ao fim de semana, já que este é um complemento à atividade económica da maioria dos proprietários.

Com outros comerciantes das Marinhas do Sal, uma típica e acolhedora aldeia de casinhas de madeira que cresceram junto às salinas de Rio Maior, Luís Lopes está envolvido ativamente num conjunto de iniciativas que visam atrair visitantes e outros investidores que possam ocupar os espaços que se encontram livres.

Aproveitando a época do Natal e o produto de excelência que extraem das salinas, a cooperativa de salineiros e os comerciantes "enfeitaram" a aldeia com "presépios de sal", convidando associações e coletividades a ocuparem as casas ainda vazias e a dinamizarem atividades aos fins de semana, até 06 de janeiro.

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