Livraria Lello fatura 10 mil euros por dia em entradas

Apesar de o número de visitantes por dia ter diminuído, a Lello vende mais do que o dobro dos livros.

Desde que a livraria Lello, no Porto, começou a cobrar entrada às pessoas que a visitam, tem menos mil visitantes por dia, em média, do que antes. Mas ainda são 3500 visitantes: mais de 10 mil euros diários apenas em entradas. E além disso, o número de livros vendidos mais do que duplicou comparativamente aos números antes das entradas serem pagas, conta esta sexta-feira o Jornal de Notícias.

Os bilhetes adquiridos no pequeno centro de acolhimento instalado à frente da Livraria Lello, que é também uma escultura da autoria de Gabriela Gomes, custam três euros, que podem ser descontados na compra de um livro.

Desde que a cobrança de entradas começou a ser aplicada, no dia 23 de julho, as vendas de livros da Lello aumentaram em 135 por cento, com mais de 600 livros vendidos por dia. Só em entradas, com o pré-pagamento obrigatório dos três euros, a livraria fatura mais de 10 mil euros por dia.

Em menos de um mês, a Lello também já emitiu mais de 300 cartões de Amigos da Livraria Lelllo, que custam 10 euros, também eles descontáveis em livros, e permitem entradas ilimitadas durante um ano.

A livraria, que inspirou os livros de Harry Potter e que já foi considerada a terceira melhor do mundo pelos guias da Lonely Planet, começou a cobrar entradas para procurar equilibrar o grande fluxo de visitantes, que antes da cobrança de entradas ascendia aos cinco mil por dia, com a "tranquilidade que uma livraria exige", conforme disse em julho o responsável pela livraria, José Manuel Lello.

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