Lisboa parte à (sua) descoberta a partir de dia 30

Espetáculo de rua no Rossio assinala início das Festas de Lisboa'14. Encerramento é a 3 de julho.

É um convite tentador: no próximo dia 30 o fado de Gisela João, o ritmo de Bambaram - baile de tina da Guiné e a delicadeza do coro Molihua vão juntar-se às criações gigantes e coloridas da companhia de teatro francesa Plasticiens Volants para, durante uma noite, desafiar o público a vestir a pele de Fernão Mendes Pinto e viajar pelo Oriente.

O espetáculo, com início marcado para as 22.00 e entrada livre, será um dos pontos altos das festividades que, este ano, têm como mote o 400.º aniversário da publicação de Peregrinação - escrita por aquele cronista - e como tema geral a descoberta. "É a descoberta de nós próprios, dos que estão próximos e longinquamente próximos e da cidade que nos envolve", explicou, esta segunda-feira, o presidente da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), organizadora das Festas de Lisboa'14.

Em conferência de imprensa, Miguel Honrado salientou ainda o facto de, pela primeira vez, o início do mês em que a capital sai à rua ser assinalado também num segundo momento, com o Dia S - um espetáculo no Parque Tejo em que, ao som da música de Diego Miranda, o público vai interagir com a sardinha, a imagem por excelência da iniciativa.

Desta vez, foram sete as propostas escolhidas num concurso que contou com mais de oito mil participações de 59 países. "É um sucesso", considerou o administrador. De resto, e para celebrar um "elemento icónico de Lisboa", a sardinha vai já este ano a ter uma linha de merchandising própria e, em breve, será alvo de uma "nova abordagem" por parte da Fábrica Bordallo Pinheiro.

O anúncio foi uma das principais novidades na apresentação de uma programação extensa e diversificada que, pela primeira vez, vai ter uma rubrica dedicada a Santo António e que, para além dos tradicionais eventos religiosos, a 12 e 13 de junho, inclui uma exposição, um concurso de tronos e uma corrida.

A vertente mais tradicional das Festas de Lisboa será ainda celebrada através dos típicos arraiais e do tradicional concurso das Marchas Populares. Este último vai também evocar os 400 anos da publicação de 'Peregrinação', tema da Grande Marcha - uma composição de interpretação obrigatória pelos 20 bairros a concurso. O evento decorre a 12 de junho, a cerca de três semanas do espetáculo de encerramento, agendado para 3 de julho.

Com a Torre de Belém como pano de fundo e a descoberta novamente como mote, Fausto Bordalo Dias vai revisitar os discos que compõem a sua trilogia sobre a diáspora lusitana: 'Por este rio acima', 'Crónicas da terra ardente' e 'Em busca das montanhas azuis'.

Para trás, terão então ficado iniciativas tão distintas com performances em transportes públicos, corridas desportivas, festivais de música, cinema e literatura e regatas no Tejo, maioritariamente com entrada gratuita. Ao todo, a EGEAC investiu 1,105 milhões de euros, 120 mil dos quais em comunicação. Tal como no ano passado, são esperados 1,6 milhões de espectadores. O número inclui a transmissão televisiva das Marchas Populares.

"É um dos grandes festivais a nível do mundo destacados pela imprensa internacional", frisou Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura na Câmara Municipal de Lisboa.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG