Lisboa Central é o que tem maior taxa de primeiras consultas dentro do tempo

Mais de 90% das primeiras consultas do Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC) são realizadas dentro do tempo adequado de resposta. Esta é a melhor unidade dentro de um grupo de hospitais que recebem os casos mais complexos.

De acordo com os dados disponibilizados ontem pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), através da ferramenta Benchmarking (que compara as várias unidades do SNS divididas por vários grupos de acordo com a complexidade dos casos que recebem), na pior posição está o Centro Hospitalar Lisboa Norte (Santa Maria e Polido Valente), em que apenas 57% das primeiras consultas tiveram resposta dentro do tempo máximo garantido de resposta.

Apesar de ser o melhor deste grupo, o CHLC - que engloba S. José, S. Marta, Capuchos, Curry Cabral e Maternidade Alfredo da Costa - teve uma descida na quantidade de primeiras consultas que cumpriram os requisitos definidos. Em Maio tinham-se realizado 3744 primeiras consultas dentro do tempo de resposta garantido. Em junho o número desceu para 2750.

O mesmo relatório permite ver a produção dos médicos, com um horário semanal de 35 horas, por doente padrão (é uma calibração do peso de todas as ações feitas no hospital que permite ter uma medida única de atividade). O Centro Hospitalar S. João tem o melhor resultado: em média, nos últimos seis meses, cada médico viu 49,5 doentes padrão (de acordo com a complexidade da situação o doente corresponde a um determinado número de doentes padrão).

A fechar o grupo está o Centro Hospitalar Lisboa Norte, com um valor de 40,9. Ou seja, para ter uma produção igual à do S. João, os hospitais de Santa Maria e Polido Valente terá de aumentar a produção em 21%. "Este indicador vai ver a eficiência e produtividade de cada instituição face aos recursos médicos disponíveis", explicou Alexandre Lourenço, vogal do conselho de direção da ACSS.

Na lista do grupo E, em segundo lugar fica o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental. Muito mais próximo do valor de referência, tem apenas de aumentar 3% a produção para alcançar o primeiro lugar. Seguem-se centro Hospitalar do Porto, Coimbra e Lisboa Central.

Para Marta Temido, presidente da Associação dos Administradores Hospitalares, esta "é uma ferramenta muito útil", que será motivo de queixas. "Logo, a que os dados não correspondem à realidade. Isto é um alerta para as instituições registarem melhor o que fazem. Permite ver o que os outros fazem melhor e aproximar as outras unidades desses resultados".

Já foi estabelecida uma parceria entre a associação e a ACSS para a realização de workshops para identificação e seminação de boas práticas. "As unidades com melhores resultados servem de indicador. Além deste protocolo, está agendada uma reunião para a área materno-infantil com a Direção Geral de Saúde, assim como para outros programa prioritários", referiu Alexandre Lourenço.

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