Lisboa acolhe iniciativas contra e a favor das praxes

As praxes académicas voltam hoje a ser motivo de notícia, no dia em que grupos que as defendem e as condenam programaram iniciativas de sensibilização em Lisboa.

Para o fim da tarde, um grupo de estudantes contra a praxe está a preparar uma vigília junto da Universidade Lusófona, estabelecimento de ensino que frequentavam os seis jovens que morreram recentemente no Meco, numa praia perto de Lisboa.

"Contra a praxe, não ficaremos em silêncio" é o nome do Manifesto Estudantil Anti-Praxe do grupo.

À mesma hora, mas na baixa da capital, outro grupo de jovens organiza um encontro entre estudantes universitários e todos os que apoiam e defendem a tradição da praxe académica.

A iniciativa, marcada pelo "Movimento a Favor da Tradição Académica", vai também homenagear os seis jovens universitários que morreram no Meco. Dizem os organizadores que a praxe "não pode ser alvo de culpa pela má conduta que alguns possam ter" e que estas são um fator de integração e não de humilhação.

Ao contrário do que dizem estes estudantes, o constitucionalista Jorge Miranda defende a proibição das praxes académicas, considerando que são "uma questão de polícia" e que as autoridades devem intervir quando assistem à humilhação e a agressões a estudantes.

Há dois meses, seis jovens universitários que faziam parte da comissão de praxes (da Universidade Lusófona) morreram na zona da praia do Meco, a sul de Lisboa.

Desde aí, e enquanto ainda estão por esclarecer as circunstâncias das mortes, têm sido discutidas as práticas das praxes, com uns a defender o seu fim e outros a defender a sua continuação.

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