Velórios interrompidos "são situações que acontecem", diz ministra

Van Dunem disse que não era pergunta para responder mas acabou por dizer que estes casos "são totalmente imprevisíveis". E não têm "manuais de instruções"

A ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, notou hoje que a interrupção dos velórios das duas primeiras vítimas de legionela, na passada terça-feira, para a PSP os levar para serem autopsiados, "são situações que acontecem, que são totalmente imprevisíveis e não são muito consentâneas com a existência de manuais de instruções".

Falando no Parlamento, no âmbito da audição sobre o orçamento para a Justiça, depois de questionada pelo deputado do PSD Fernando Negrão, a ministra começou por invocar a separação de poderes. "Saber porque não havia informação sobre um caso concreto em que se foi buscar um cadáver, eu acho que é uma pergunta que não me deve fazer", começou por responder. "Estou um bocado fora desse quadro."

Mas Van Dunem acabou por notar que, ainda assim, procurou saber o que se passava. "Pese embora a circunstância de, até no contexto, ter tido intervenção no sentido de saber o que se passava, de ver que medidas estavam a ser tomadas no sentido das famílias serem informadas", especificou a governante.

Foi então que a ministra Francisca Van Dunem relativizou o acontecimento, completando a sua intervenção sobre este caso. "Os manuais de instruções não funcionam, a vida não é assim."

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