Lares fazem formação para responder a demências

Maioria dos utentes são mulheres e têm várias doenças e em média 83 anos, revela trabalho da União das Misericórdias Portuguesas

Quem vive nos lares? Estão estes preparados para responder aos que as pessoas precisam? As primeiras respostas estão encontradas. Têm em média 83 anos, mais de 70% são mulheres, 80% são dependentes, sofrem de várias doenças, 30% tem demência e a maior parte não tem mais formação do que a antiga quarta classe. "Um perfil muito diferente do de há 15 anos, quando grande parte dos lares foi construído", aponta Manuel Caldas de Almeida, coordenador do estudo VIDAS - Valorização e Inovação em Demências, da União das Misericórdias Portuguesas.

O trabalho de campo durou um ano e passou por 23 lares e 1500 utentes. Os primeiros resultados foram apresentados ontem em Fátima. "Quando a maioria dos lares foram feitos os utentes eram pessoas com mais autonomia, nem eram tão doentes. O que este estudo mostra que vivemos mais tempo e conseguimos ficar até mais tarde em casa e que estamos a usar este recurso para fases da vida com mais necessidades de apoios funcionais e cuidados de saúde. A evolução foi a esperada, o que não aconteceu foi adaptarmo-nos a ela. Agora temos de pensar como responder em arquitetura e recursos humanos", explica ao DN Manuel Caldas de Almeida.

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