Juventude Popular acusa CGTP de cinismo e hipocrisia no desemprego nos colégios

Juventude Popular acusa CGTP de ter duas caras por cortar nos contratos de associação com os colégios e por vir depois lamentar os desempregados

A Juventude Popular acusou esta quarta-feira a CGTP-IN de cinismo e hipocrisia na questão do corte no financiamento estatal a colégios com contratos de associação, por "chorar os trabalhadores votados ao desemprego" em consequência daquela medida do Governo.

"Qual Deus das mil caras, a CGTP apresenta duas: a do polícia mau - na hora de ordenar cortar a direito nos contratos de associação - e a do polícia bom - quando vem, enfim, chorar os trabalhadores votados ao desemprego, por culpa da agenda ideológica que quis aplicar", acusa o presidente da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos.

O líder dos jovens do CDS-PP considerou, numa nota enviada à Lusa, que a central sindical está a responder "com o cinismo e a hipocrisia de quem tem as mãos sujas, mas quer lavá-las como Pilatos" e refere-se a um protesto apoiado pela CGTP contra despedimentos de trabalhadores não docentes num colégio em Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo.

Segundo um inquérito da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), a que a Lusa teve hoje acesso, a quebra de financiamento do Estado a turmas nos colégios já levou ao despedimento de quase 500 pessoas, à perda de 10 mil alunos para o público e pode custar mais de 45 milhões de euros.

"Tal como a Juventude Popular alertou no passado, o rasgar dos papéis assinados com as escolas particulares e cooperativas, conduziria ao fechar de portas de muitos estabelecimentos e ao inevitável despedimento de pessoal docente e não docente", sublinhou o presidente da Juventude Popular.

Para os jovens centristas, trata-se da "aplicação do programa da CGTP na escola e na economia dos portugueses".

"E os resultados estão à vista: a fatura das políticas que a CGTP prossegue tem um preço elevado e está a ser paga pela classe média, traduzida na austeridade que se apodera do bolso das famílias, com a porta do olho da rua escancarada", sustentou.

O Ministério da Educação promoveu uma reavaliação da rede escolar, para suprimir redundâncias na oferta, e avaliar a necessidade de manter todos os contratos de associação com os colégios, que financiam a frequência de turmas que não encontram alternativas na escola pública.

Com base nesse estudo, a tutela determinou uma redução de turmas de início de ciclo para o próximo ano letivo de 57%: de 656 em 2015-2016 para 273 em 2016-2017, o que representa uma poupança de quase 31 milhões de euros para o Estado.

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