Julgamento do caso Portucale adiado sine die

Requerimento da defesa de José Manuel de Sousa, quadro do Grupo Espírito Santo, levou juízes a adiar leitura da decisão, que estava marcada para amanhã

A leitura da sentença do processo Portucale, que envolve suspeitas de tráfico de influências para a aprovação de um empreendimento turístico do Grupo Espírito Santo, foi hoje adiada pelo colectivo de juízes que está a julgar o caso. Segundo informações recolhidas pelo DN, em causa está um requerimento da defesa do arguido, José Manuel de Sousa, a pedir a produção de prova face às alterações feitas pelos juízes à acusação.

Recorde-se que, em Dezembro do ano passado, o coletivo fez algumas alterações ao despacho de pronúncia que levou os 11 arguidos a julgamentos. Para os juízes, tais mudanças eram "não substanciais" aos factos. Porém, alguns advogados consideraram-nas como "substanciais", avançando com requerimentos pedindo aclarações ao despacho e nova produção de prova. Abel Pinheiro, antido tesoureiro do CDS e apontado como o principal arguido do caso, não contestou uma linha às alterações, pedindo até que a decisão fosse lida.

O caso envolve o abate, em 2005, de sobreiros na herdade da Vargem Fresca, em Benavente, para a construção de um projecto turístico-imobiliário da empresa Portucale, do Grupo Espírito Santo (GES), e começou a ser julgado em Fevereiro do ano passado

Os onze arguidos são Abel Pinheiro, Carlos Calvário, José Manuel de Sousa e Luís Horta e Costa (estes três ligados ao GES), António de Sousa Macedo (ex-director-geral das Florestas), Manuel Rebelo (ex-membro da Direcção-Geral das Florestas), António Ferreira Gonçalves (ex-chefe do Núcleo Florestal do Ribatejo), João Carvalho, Teresa Godinho, Eunice Tinta e José António Valadas (funcionários do CDS à data dos factos). Abel Pinheiro e os administradores do GES são acusados de tráfico de influências, enquanto os funcionários do CDS-PP respondem pela acusação de falsificação de documentos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG