JSD diz a MAI: face a "trapalhada", "obviamente demita-se"

A Juventude Social-Democrata (JSD) pediu hoje, sexta-feira, a demissão do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, face aos problemas registados no voto para as eleições presidenciais e exigiu mudanças no processo eleitoral.

Salientando que "o último ato eleitoral foi um processo que correu mal", a JSD aludiu em comunicado às conclusões do relatório sobre os problemas na votação e apontou que neste processo as instruções dadas pelo Governo não foram seguidas pela Direção Geral da Administração Interna (DGAI), evidenciando a "falta de peso político e de credibilidade do atual executivo". "Ora, se a estrutura governativa obedece a princípios hierárquicos claros, como pode manter-se na sua liderança alguém que não é tido nem achado pelos seus subordinados", questionam. Acrescentando ao atual episódios como o "dos blindados na cimeira da NATO, das trapalhadas na aquisição de meios de combate aos incêndios, entre tantos outros", a "jota" escreve que o país fica com a perfeita noção de que só com uma mudança de protagonistas será possível um acerto nas políticas".

"Daí que o veredicto do presidente da JSD, Duarte Marques, seja perentório: "obviamente demita-se"", pode ler-se. A "jota" sublinhou ainda que "não deve ser esquecida a gestão de todo o processo de implementação do Cartão de Cidadão, da responsabilidade da Secretaria de Estado da Modernização Administrativa, tutelada pelo Ministro Silva Pereira". "O precipitado decretar da destruição dos cartões de eleitor e as confusões na comunicação das novas áreas de recenseamento estão ainda por explicar", observam. Para os jovens sociais-democratas, este cenário "poderia e deveria ter sido evitado recorrendo a um conjunto de medidas pelas quais a JSD se tem vindo a bater e que têm de merecer a atenção dos responsáveis governativos".

Alterações ao processo eleitoral como o voto eletrónico, a possibilidade da escolha do local de voto e a "seriação dos cadernos eleitorais por ordem alfabética e abolição do número de eleitor". "A questão do voto eletrónico tem de ser colocada na agenda política. Este é hoje um meio perfeitamente confiável e que em muito facilitará um conjunto de mudanças que a JSD defende serem essenciais (...) Nesse conjunto estão por exemplo a abolição do número de eleitor, substituindo-se este critério por outro mais claro e simples, como o da seriação alfabética dos eleitores e usando o número de Bilhete de Identidade (Cartão Único)", escrevem. A possibilidade de cada eleitor poder escolher livremente o local onde pretende votar em cada eleição "seria outra evolução no aprofundamento da democracia participativa e na simplificação de todo o processo eleitoral".

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