Jovens de seis países fazem voluntariado em Amarante

Uma dezena de jovens, de seis países europeus, estão a participar, em Amarante, em ações de voluntariado junto de instituições que trabalham com crianças, idosos e portadores de deficiência.

Os jovens estão alojados, há alguns meses, na Casa da Juventude de Amarante, no âmbito de um programa financiado por fundos europeus.

Durante a semana, jovens de Itália, Letónia, Grécia, Dinamarca, Holanda e Roménia, a maioria licenciados, deslocam-se regularmente a instituições da cidade, nas quais participam em atividades lúdicas e pedagógicas.

Na Santa Casa da Misericórdia interagem com idosos, no Centro Escolar da Madalena, com crianças, e na Cercimarante, com portadores de deficiência. As atividades são programadas com as instituições locais, com o objetivo de proporcionar uma relação de proximidade com os utentes.

"A estratégia da Casa da Juventude é trazer jovens estrangeiros para fazer longas experiências de voluntariado e, através dessas, parcerias com a rede local de instituições de jovens, apoio a deficientes e crianças", explicou à Lusa, Miguel Pinto, da Casa da Juventude.

O responsável sublinha que este programa de voluntariado europeu "permite dar uma nova oportunidade a jovens que não têm emprego e encontram nesta experiência a possibilidade de desenvolverem as competências e servirem a comunidade".

Miguel Pinto destaca que os voluntários são ainda "responsáveis por toda a agenda cultural da Casa da Juventude e por darem aulas de português, inglês e italiano, que são gratuitas".

Uma das atividades que mais tem agradado aos jovens é o apoio prestado, dois dias por semana, ao acompanhamento de crianças, em horário pós-escolar, do centro escolar da Madalena, em Amarante.

Elina Kusiniceva, jovem letã, de 23 anos, com formação na área social, está em Portugal há cerca de oito meses. Naquela escola da cidade, a voluntária disse à Lusa gostar muito do trabalho com crianças.

"Fazemos jogos e falamos sobre a geografia do mundo. As crianças portuguesas têm muita energia para brincar", afirmou em português.

Sobre a experiência em Amarante, disse apreciar muito o norte de Portugal, "porque tem montanhas".

"Mas também gosto da mentalidade dos portugueses, porque são latinos e muito abertos", observou.

Também o grego Christos Zervas, de 24 anos, salienta a simpatia dos portugueses.

"Nesta atividade, conhecemos muitas pessoas de idades diferentes. Todos os voluntários são de países diferentes e cooperamos muito para trabalhar juntos para a comunidade", contou à Lusa.

Na escola da Madalena, os voluntários foram recebidos com entusiasmo. Bárbara, aluna de sete anos, contou à Lusa como é a relação com os jovens estrangeiros: "Acho que é divertido, porque falam outra língua, ensinam jogos e mostram os seus países".

Pedro, de oito anos, falou do ensino de inglês e das canções estrangeiras que as crianças aprendem graças à presença dos voluntários.

"Também pintamos e jogamos à bola com eles", afirmou o aluno, entusiasmado.

Já para o presidente da Junta de Freguesia da Madalena, esta atividade no estabelecimento, coordenada pela autarquia, é muito importante para os alunos e para os pais.

"Havia a urgência de usar o tempo de prolongamento com atividades enriquecedoras. Os voluntários trazem uma riqueza muito grande a nível cultural, social e pedagógico", salientou Joaquim Pinheiro, prometendo repetir a iniciativa no próximo ano letivo.

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